UFJF terá setor de apoio à inclusão de estudantes com deficiência

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) terá um setor de apoio à inclusão de pessoas com deficiência, que funcionará vinculado à Diretoria de Ações Afirmativas (Diaaf). O objetivo é favorecer o acesso e a permanência de estudantes e trabalhadores com deficiência à instituição. Na manhã desta sexta, dia 8, os futuros integrantes do setor, que aguarda apenas formalização, reuniram-se na Faculdade de Educação (Faced).

A pauta principal do encontro foi o debate acerca do conceito de inclusão que vai orientar os trabalhos do grupo. “Estamos pensando em três frentes: a construção de valores, culturas e práticas inclusivas na Universidade. Vamos afinar as concepções de todos que integram o núcleo e, a partir daí, construir grupos de trabalho, para elaborar uma política institucional com as perspectivas do acesso e da permanência dos alunos com deficiência. A ideia é criar e fomentar tanto a acessibilidade física, espacial, como a acessibilidade pedagógica”, explica a professora da Faced, Katiúscia Vargas Antunes que, em conjunto com a professora Mylene Cristina Santiago, coordenará o setor.

O diretor de Ações Afirmativas, Julvan Moreira, ressalta que cerca de 20 professores e técnico-administrativos em educação estão participando dos debates para criação do setor, mas as atividades serão abertas à comunidade acadêmica. “Essa primeira formação é derivada da antiga comissão de acessibilidade criada pela Diaaf, mas esse é um debate que deve ser feito por toda a Universidade. Nós teremos uma equipe interdisciplinar e, desse modo, será possível pensar as diversas dimensões para o atendimento às pessoas com deficiência na UFJF.”

Um dos participantes é o psicólogo Getúlio de Coelho Medeiros. Ele enfatiza os desafios a serem enfrentados pelas instituições de ensino para a promoção da inclusão.

Reuniões quinzenais

De acordo com a professora Mylene Cristina Santiago, as reuniões do grupo “devem ser quinzenais, de forma que o trabalho de cada equipe não esteja fragmentado. O objetivo maior é que as ações deixem de ser fragmentadas e se tornem sistêmicas, de modo que cada um consiga informações sobre o trabalho dos demais setores.”

Mylene destaca que a inclusão é mais do que o acesso à instituição, está relacionada sobretudo à permanência dos estudantes com deficiência nas mesmas condições oferecidas aos demais alunos.

 

 

 

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