UFPB coordena pesquisa nacional sobre práticas de enfermagem na atenção primária

Participação dos enfermeiros será por questionário on-line e entrevistas presenciais

A pandemia da covid-19 impôs novas atuações e rotinas aos profissionais da enfermagem em todo o país. Foto: Autor Desconhecido

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) participa de pesquisa nacional sobre práticas de enfermagem no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), primeiro nível de atenção em saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro.

A atenção primária é caraterizada por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde, com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte positivamente na situação de saúde das coletividades.

A participação dos enfermeiros no estudo, liderado pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e pela Universidade de Brasília (UnB), ocorrerá por meio de questionário on-line e de entrevistas presenciais.

Podem participar somente os profissionais que atuem na atenção primária há, no mínimo, três anos. O questionário já está disponível e pode ser respondido até o dia 31 de março.

Já as entrevistas serão por amostragem, por meio de sorteio. Dos 305 enfermeiros que serão entrevistados no Nordeste, 44 serão da Paraíba, sendo 15 de João Pessoa e o restante do interior paraibano. As entrevistas ocorrerão até o dia 18 de dezembro.

A coordenadora da pesquisa na região Nordeste e professora da Escola Técnica de Saúde da UFPB, Márcia Rique Carício, explica que todas as informações recolhidas nessa pesquisa pioneira servirão de subsídio para que o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) possa elaborar políticas para melhorar a atuação dos enfermeiros na atenção primária.

“Sou enfermeira há mais de 30 anos, sempre na atenção básica, e nunca houve uma pesquisa com o objetivo de saber como os profissionais vêm trabalhando e de conhecer as dificuldades enfrentadas, então esse estudo nacional é um marco histórico e, por isso, é muito importante que os profissionais respondam o questionário”, destaca Márcia Rique Carício.

Ainda segundo a coordenadora do estudo no Nordeste, o momento é muito pertinente para a realização dessa pesquisa, considerando que a pandemia da covid-19 modificou todo o trabalho da enfermagem, aumentando as demandas de atuação e impondo uma nova rotina que exigiu e continua exigindo adaptação dos profissionais.

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Reportagem: Milena Dantas | Edição: Pedro Paz
Ascom/UFPB