UFPel terá cotas também na pós-graduação

Um dos pontos defendidos pelo reitor Pedro Curi Hallal na audiência pública realizada no Senado Federal, no dia 3 de abril, para tratar sobre cotas e permanência nas universidades, a ampliação das cotas para a pós-graduação, está se tornando realidade na UFPel. O Conselho Universitário aprovou nesta semana resolução que determina aos cursos de pós-graduação strictu sensu, que são os de mestrado e doutorado, que reservem no mínimo 25 por cento das vagas para negros, quilombolas, indígenas e portadores de deficiência.

A UFPel é a primeira universidade gaúcha a implantar a medida e uma das primeiras do país a instituir as cotas também na pós-graduação. A administração da Universidade estima que entre 150 e 200 estudantes ingressarão nos cursos de pós-graduação até o fim do ano, pelas novas cotas.

A  medida também prevê ações que permitam a permanência destes estudantes nos cursos. As coordenações dos programas deverão planejar ações e atividades complementares que possibilitem a permanência dos estudantes cotistas, realizando um acompanhamento contínuo das suas vidas acadêmicas. A Administração Central da Universidade, por meio de suas pró-reitorias, também deverá propor ações no mesmo sentido, em complementação àquelas implementadas pelos programas de pós-graduação.

A resolução entra em vigor imediatamente, e valerá por dez anos, prorrogáveis a partir das avaliações que serão feitas na Universidade. A UFPel possui 44 mestrados e 23 doutorados, nas mais diversas áreas.

Entre as motivações para a adoção da medida na UFPel, está a premissa que também a pós-graduação deve atender ao mandamento estatutário da democratização da educação, no que se refere à equidade de oportunidades de acesso. O Conselho Universitário, para aprovar a medida, considerou ainda, entre outros pontos, que os programas de pós-graduação se beneficiarão academicamente da adoção desta política, que favorecerá as diversidades étnica e cultural em seu corpo discente e ampliará as suas inserções sociais.

Para o coordenador de pós-graduação da Universidade, Rafael Castro, a política, além de fazer um reparo histórico, vai “trazer a cara da sociedade para a pós-graduação da UFPel”.

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