UFPI: Equipe Pulmonar desenvolve projeto para auxiliar no tratamento de pessoas infectadas pela Covid-19

UFPI: Equipe Pulmonar desenvolve projeto para auxiliar no tratamento de pessoas infectadas pela Covid-19

Para auxiliar os pacientes infectados com o novo coronavírus (Covid-19), um grupo de alunos da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e do CEUPI, orientados pelo Prof. Dr. Caio Damasceno, se empenham diariamente para desenvolver uma adaptação que servirá para compartilhar ventiladores mecânicos para até quatro pacientes. A Equipe Pulmonar, como são chamados, surgiu da necessidade de prestar solidariedade à sociedade em um momento muito delicado que acomete o país e o mundo inteiro.

Hoje, para potencializar a força que essa iniciativa representa, sessenta pessoas somam à causa e se dedicam a aprimorar o projeto. “Temos mais de sessenta pessoas, incluindo pessoal da UNICAMP, UFPE, UFMG e diversos lugares. No início das atividades, tivemos algumas ideias e a que prevaleceu foi essa de fazer uma adaptação do ventilador mecânico. Estamos em fase de teste com pulmões testes e estamos obtendo excelentes resultados”, compartilha o Prof. Caio.

No seu processo de funcionamento eficaz, são levados em conta três parâmetros: a pressão, o volume e o PIP, que são monitorados individualmente.”Se alguns dos três parâmetros fugir do padrão para aquele grupo de paciente(s), vai tocar um alarme sonoro e acender um led indicando qual é o paciente que não está nos padrões para que a equipe de saúde faça a intervenção”, explica.

Para que o projeto fique pronto, é preciso passar por duas etapas importantes. “Primeiro vem a questão técnica e depois a médica. Funcionando toda essa etapa da fase técnica, vamos pedir autorização ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), ligado ao Conselho Nacional de Saúde (CNS), para realizar os testes com pacientes”, informa o orientador.

Questionado sobre uma data para conclusão, ele pontua que depende de questões burocráticas do Conep. “Não podemos dizer um prazo. Agora, estamos rodando o teste de quatros pacientes com excelentes resultados. Vamos enviar, aguardar e depois pedir que o teste seja realmente feito com pacientes. E logo após, quando provar por A mais B que o sistema vai funcionar, vamos divulgar todo o projeto para os hospitais e também convocar as equipes técnicas de todos os Estados, geralmente das universidade federais para produzir os kits para os hospitais”, informa.

Ele ainda reforça que é essencial garantir que todos os equipamentos sejam montados com qualidade. “Apesar de ser de fácil montagem, queremos assegurar a qualidade dessa montagem para não ter problemas. Será totalmente gratuita a disponibilização de todo o projeto”, finaliza o professor.

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