UFPR aplica multa e irá cancelar contrato com terceirizada

UFPR aplica multa e irá cancelar contrato com terceirizada

Decisão foi tomada após atrasos no pagamento de salários e vale-alimentação; trabalhadores fizeram greve

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) iniciou os procedimentos formais para cancelar o contrato firmado com a empresa Nova Geração Administradora de Serviços Ltda., responsável pelos serviços de limpeza em todas as unidades da instituição.

Contratada mediante licitação desde outubro de 2009, a empresa tem atrasado sistematicamente o pagamento do vale-alimentação e de salários dos 224 funcionários que atuam na UFPR.

Neste mês, o pagamento do vale-alimentação, que, conforme convenção coletiva da categoria, deveria ter sido feito até a última quinta-feira (18/2), até esta terça-feira (23/2) ainda não havia sido efetuado.

Os funcionários da empresa iniciaram ontem uma paralisação em protesto contra as irregularidades.

"Não tenho mais nada de comida em casa", disse uma auxiliar de limpeza ouvida pela Assessoria de Comunicação da UFPR, cujo salário líquido é inferior a R$ 500. No caso dela, o valor do vale-alimentação, de R$ 175, equivale a cerca de um terço de seu salário.

Segundo Antonio Luis dos Santos, diretor do Siemaco, entidade sindical que representa a categoria, a empresa sequer estaria depositando o FGTS de seus trabalhadores.

De acordo com a Pró-Reitoria de Administração da UFPR, a empresa, que já havia sido advertida em razão das irregularidades, foi multada nesta semana por descumprimento do contrato. A multa é de aproximadamente R$ 33 mil.

Desde o início do contrato, os repasses mensais de recursos da UFPR, de cerca de R$ 330 mil, sempre foram feitos em dia. Após ser notificada a regularizar a situação, a empresa teve o último repasse de recursos retido pela universidade.

Assim que o contrato for cancelado, a UFPR pretende abrir um contrato emergencial com outra empresa, até concluir uma nova licitação, cujo processo dura pelo menos três meses.

A Pró-Reitoria de Administração observa ainda que a universidade é solidária aos trabalhadores e não compactua com a situação de que são vítimas.

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