UFPR expande a área física em mais de 60 mil metros quadrados

UFPR expande a área física em mais de 60 mil metros quadrados

Não é exagero afirmar que a UFPR virou um canteiro de obras neste começo de ano. Há nada menos do que 83 novas construções, reformas e outras adaptações em praticamente todos os campi. Só de obras novas, projetadas para salas de aulas, laboratórios, auditórios e gabinetes de professores são mais de 41 mil metros de construção, o que significa um crescimento de 11% na estrutura física. (A UFPR tem hoje 370 mil metros de edificações.) É o recorde de obras simultâneas diz Clóvis Pereira Borges, assessor da Pró-Reitoria de Administração e que acompanha a expansão física da UFPR há 12 anos. Algumas construções já estão adiantadas, como a ampliação do Setor de Educação Profissional e Tecnológica, a antiga Escola Técnica e o prédio da Terapia Ocupacional, no campus do Jardim Botânico. Outras estão ainda na fundação e há também diversos projetos que acabaram de passar pela licitação.

As reformas, que abrangem área de 49,870 metros quadrados tiveram prioridade neste começo de ano. A intenção era terminar as obras menores e pequenos consertos antes do começo do ano letivo, como a instalação de divisórias nos setores, trocas de forro e de piso, instalação de ar condicionado em laboratórios, melhorias nos banheiros, rede de esgoto, entre outros consertos. Obras como a reforma do RU Central e o 12º andar do Edifício Dom Pedro I, onde ficam os laboratórios do curso de Design ainda vão demorar alguns meses. Tudo o que havia no espaço da marcenaria e dos fornos de cerâmica foi demolido e agora será reconstruído dentro das normas de segurança e das necessidades dos alunos, explica a chefe do Departamento de Design, Dulce Fernandes. Diz que no andar tudo era muito precário. Não havia ventilação adequada e nem água, porque o sistema hidráulico estava entupido e ainda havia muitas goteiras. O projeto para a reforma levou quase dois anos e foi motivo de um protesto dos estudantes de Design no pátio da Reitoria em 2009. Agora, de acordo com a professora, há uma nova perspectiva. Além dos laboratórios em melhores condições, haverá quatro espaços que poderão ser transformados em salas de aulas conforme a necessidade. Mas a obra só fica pronta na metade do ano.

Outra reforma que ainda vai levar pelo menos quatro meses é a do RU Central. A sala de refeições já foi concluída, mas ainda falta a cozinha. Estão sendo refeitos os sistemas elétrico e hidráulico e também haverá a troca de piso, azulejos e serão comprados fogões, exaustores, pias e balcões novos, destaca o diretor dos restaurantes, Lineu Dall Lago. Neste primeiro semestre as 1.800 refeições ( almoço e jantar) são feitas por um restaurante industrial, mas servidas no RU. Será a mais ampla reforma já realizada no RU. Além de segurança e qualidade no preparo dos alimentos, o novo restaurante será bonito e moderno, explica Lineu.

Para dar conta de tanto trabalho os dez fiscais da Prefeitura da Cidade Universitária fazem revezamento. Segundo o Prefeito da Cidade Universitária, Ernesto Sperandio, o ideal é que fizessem a vistoria todos em cada uma das obras, mas eles só conseguem voltar a cada três dias. Cada profissional deveria ter no máximo três obras para acompanhar, mas atualmente são responsáveis por até nove obras.

Saindo do papel agora ? Entre as obras que acabaram de ser licitadas e começam nos próximos meses, estão a construção do Cenbapar ? o Programa de Pós-Graduação em Processos Biotecnológicos, novas salas de aulas para o campus de Palotina, recapeamento do asfalto do Setor de Ciências Agrárias reformas das Usinas Piloto e a terceira etapa do laboratório neotropical de controle de plantas. Também está na previsão para 2010, os projetos arquitetônico, estrutural, hidrosanitário, elétrico, telefônico e de rede de dados do Edifício Teixeira Soares, o antigo prédio da Rede Ferroviária Federal.

Investimento ? Grande parte dos recursos para essas reformas e novas construções vem do programa do governo federal de expansão das instituições de ensino superior públicas (Reuni). Entre 2008 e 2009 a UFPR recebeu R$ 21 milhões por conta do programa e a previsão para 2010, incluindo a compra de novos equipamentos é de mais R$ 10 milhões. As obras e reformas em andamento consumirão R$ 42 milhões, 812 mil mas nesse montante há recursos também do orçamento da UFPR e de emendas parlamentares.

Regularização de documentos ? Perto de R$ 850 mil serão gastos na regularização de diversos imóveis da UFPR. O Prédio histórico na Praça Santos Andrade e os Edifícios Dom Pedro I e II estão entre os que não têm escritura. “Se algum dia tiveram, os documentos foram perdidos porque não há nenhum registro disso”, disse o Pró-Reitor de Administração, Paulo Kruger. Agora, a PRA começou o levantamento para saber a área exata de cada imóvel e depois entrar com o pedido de regularização nos cartórios e na Prefeitura.

A falta de documentos oficiais é o principal motivo pelo qual o Corpo de Bombeiros não emite o alvará de segurança contra incêndio nessas unidades, explica o Pró-Reitor. Cita que os bombeiros pediram para que a UFPR construísse uma escada externa para casos de incêndio no Edifício Dom Pedro I, mas a Prefeitura não liberou a obra pela falta da escritura. De todos os imóveis da instituição, apenas o prédio da Progepe está regularizado. No campus Jardim Botânico, por exemplo, as construções ainda não foram averbadas. O que a UFPR tem é um documento do terreno, que divide a área em 68 lotes. Para acompanhar e regularizar essa situação, a PRA fez licitação e contratou uma empresa que fará levantamentos de cada unidade e dará início ao trâmite para a obtenção das escrituras.

 

Compartilhar