UFRN – Projeto inovador ampara pacientes da Oncologia do Hospital Universitário

UFRN – Projeto inovador ampara pacientes da Oncologia do Hospital Universitário

 

Tal como as saudosas caixinhas antigas que acalentavam corações com melodias, estimulando reflexões e boas lembranças, uma caixinha de música moderna, publicação em forma de caixa, contendo 50 reflexões baseadas em canções, dirigida ao cuidado das dores e dissabores de se reconhecer doente, tem amparado os pacientes sob cuidados paliativos na Unidade de Oncologia do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte e à Rede Hospitalar Ebserh (Huol-UFRN/Ebserh).

A iniciativa nasceu do contato d a psicóloga Ariane Fernandes, idealizadora do projeto, com três pacientes entre 16 e 20 anos. “Para o profissional de saúde, o paciente jovem impacta mais. Me deparei com a realidade de pessoas aos 16 anos concluindo uma jornada de forma consciente, não vítima de um acidente”, lembra Ariane.

De acordo com a especialista, a caixinha contempla “qualquer das fases de desenvolvimento e, de igual modo, é um instrumento terapêutico orientado a resgatar a autobiografia do paciente e exaltar as alegrias e a trajetória vital de construção de significados para o existir humano, por meio do uso de um dos mais potentes elementos da arte para a produção de memórias e processamento emocional de experiências, que é a música”.

“A música tem potencial terapêutico impressionante, pois tanto facilita o acesso às dores emocionais, quanto promove o alívio. Além disso, o cuidado paliativo importa conhecer a biografia e valores dos pacientes, respeitando esses valores e a dignidade de cada um. Então, através da música é possível ao profissional de saúde compor um pouco do repertório de vida do paciente”, destaca.

As reflexões contidas nos materiais abordam inquietações existenciais, comuns aos pacientes paliativos, por permearem o processo de falecimento. O conteúdo é acompanhado de manual, capaz de orientar o uso por qualquer profissional de saúde. Assim, a ferramenta terapêutica pode ser manejada de forma aleatória; com base nos gostos do paciente; ou planejando a intenção do cuidado para cada dia, de acordo com questões previamente conhecidas pelo profissional de saúde.

A publicação Caixinha de Música: 50 Reflexões para Intervenção Clínica em Cuidados Paliativos foi lançada pela editora Artesã e pode ser encontrada para aquisição on-line.

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