UFRR celebra parceria para criação de laboratório digital e recebe visita de ministro

A Universidade Federal de Roraima (UFRR) e a Cooperativa dos Produtores Culturais do Estado de São Paulo (COOPCESP) celebraram um acordo de cooperação técnica com o objetivo de realizar o projeto intitulado “Technology for Good Lab – Roraima”, que consiste na implantação de laboratório multimídia e a realização de curso de capacitação para público em geral no Centro de Referência ao Imigrante (CRI), instalado pela Agência da ONU para refugiados (ACNUR) na Universidade Federal de Roraima (Malocão da UFRR).

A iniciativa a ser desenvolvida visa oferecer suporte tecnológico para as atividades de capacitação já oferecidas pela UFRR com foco na disponibilização de recursos educacionais na expectativa de contribuir para a integração, empregabilidade e geração de renda de migrantes, em sua maioria de naturalidade venezuelana, em Boa Vista, Roraima e público em geral. O projeto é estruturado em cursos livres de curta duração (2 a 4 meses) e visa beneficiar 480 pessoas.

O projeto vai potencializar o Projeto de Extensão da UFRR “Português para Acolhimento”, que tem parceria com a Cátedra Sérgio Vieira de Melo do Curso de Relações Internacionais da UFRR, iniciativa já consolidada e organizada pelo corpo docente da instituição de ensino com apoio de voluntários, que visa o ensino do idioma português.

COOPCESP – A Cooperativa dos Produtores Culturais do Estado de São Paulo (COOPCESP) atua no setor cultural com o objetivo de ampliar e promover o desenvolvimento humano, social e econômico por meio de iniciativas culturais, por meio de recursos do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), estabelecido pela Lei 81313/91, cujo o principal incentivador é a empresa Ericson Gestão e Serviços de Telecomunicações LTDA.

Visita do ministro – Na manhã desta sexta-feira (31), o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, que também foi secretário de Cultura do estado Roraima, esteve visitando as instalações do Centro de Referência ao Migrante, acompanhado do reitor da UFRR, Jefferson Fernandes e dos professores Márcio Akira (CCA) e Júlia Camargo (CCH) que atuam com projetos de ensino e extensão voltados ao atendimento social e pedagógico às pessoas em condições de refúgio, incluindo o Português para Acolhimento.

A professora do curso de Relações Internacionais, Júlia Camargo, disse que hoje foi um dia especial, sobretudo, também pela visita e interesse de um ministro de estado nos trabalhos desenvolvidos na UFRR. “Estamos há um ano desenvolvimento estas ações junto aos migrantes. Com este apoio da Reitoria e do curso de Relações Internacionais estamos melhorando as condições de oferecimento do curso de português que agora contará com alta tecnologia e inclusão digital. É importante destacar que o acesso à tecnologia da população migrante é bastante limitado. Os novos cursos agora com tecnologia, inclusão digital, computadores de última geração, lousa digital serão bastante proveitosos, tanto para os alunos matriculados, quanto para os nossos alunos da UFRR que vão se capacitar ainda mais no quesito tecnológico”, destacou Camargo.

Ela explica que o projeto tem duas dimensões: ajuda na formação dos próprios alunos migrantes, assim como os alunos da universidade, que são de vários cursos de graduação, incluindo Letras, Relações Internacionais, Arquitetura, Direito e Ciências Sociais. “As ações do projeto têm um impacto profundo na formação do nosso aluno que vão lidar com o mundo contemporâneo, seja na questão migratória, seja na questão tecnológica. A universidade fica com esta capacidade de formar cidadãos que vão atuar de forma positiva impactando na nossa sociedade nos principais desafios como é a questão migratória aqui no estado de Roraima”, explica Camargo.

O professor Márcio Akira diz que este patrimônio ficará na UFRR e será utilizado, tanto pela população migrante, quanto para a universidade e para a sociedade em geral. “Este é um momento de união de todos. A presença do ministro é importante para que ele perceba a preocupação e o esforço para tentar resolver a situação. Só assim se resolve alguma coisa, não adianta criar problemas. Que todos possam colaborar de acordo com suas possibilidades. É importante para a cooperativa e a empresa que alocou recursos captados via Lei Rouanet, podendo utilizar recursos de impostos para um fundo social em uma situação desta de emergência. Todos ganham, afinal todos parceiros sabem de sua responsabilidade: a administração superior, o ministro, empresas, cooperativas, professores e comunidade. Todos estão juntos neste trabalho”, disse.

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