UFT – Atividades lúdicas ajudam na recuperação de crianças no HDT

UFT – Atividades lúdicas ajudam na recuperação de crianças no HDT

Ação pretende minimizar os impactos negativos e melhorar a saúde emocional dos/das pacientes.

Fazem parte da rotina na Ala Pediátrica do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT) a utilização de recursos lúdicos, terapêuticos, educativos e brinquedos, durante a internação de crianças e adolescentes. A ação busca minimizar os impactos negativos inerentes à hospitalização, e melhorar a saúde emocional e física desses pacientes. A unidade de saúde oferta atendimento especializado em doenças infectocontagiosas e parasitárias e faz parte da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), instalado no município de Araguaína (TO).

O HDT-UFT possui ainda uma brinquedoteca, com televisão e aparelho de DVD para transmissão de vídeos e filmes infantis, que também são reproduzidos nas TVs das enfermarias. A chefe da Unidade Multiprofissional, psicóloga Satila Evely, reforça que todos esses recursos ajudam a tornar o ambiente hospitalar em um local mais acolhedor. “O brincar contribui significativamente para a recuperação das crianças, pois ajuda na diminuição da dor e do estresse causado pela hospitalização”, disse.

O médico pediatra, Allan Vinicius Duques Resende,

explica que toda vez que há internação de uma criança, a primeira coisa que acontece é uma quebra na rotina dela, que sai de um ambiente conhecido (seu domicílio) para o ambiente intra-hospitalar, que é desconhecido e tem as rotinas próprias; a criança passa a ser submetida a procedimentos invasivos, dolorosos como punções, coleta de exames e tudo isso faz com que ela demonstre um quadro deprimido, no qual geralmente não lida muito bem com a equipe médica e assistencial, fica chorosa e amedrontada.

Porém, conforme esclarece o médico, quando temos a oportunidade de transformar esse local, para o mais próximo possível ao ambiente de casa, com brincadeiras, atividades de pinturas, entre outras, a criança muda até com a equipe. “Ela se torna mais confiante, com menos medo das abordagens dos profissionais; conseguimos observar os benefícios nitidamente, ela melhora o humor, o quadro clínico, e consequentemente acelera sua recuperação. Ficamos felizes quando notamos como a resposta delas é diferente, por isso é extremamente importante propiciar esse tipo de ambiente”, concluiu.

As terapeutas ocupacionais Cinthya de Souza e Juliana Maciel utilizam tablets como recursos terapêuticos com intuito de trabalhar aplicativos que estimulam a capacidade cognitiva das crianças, bem como a atenção, concentração, memória, raciocínio, cores e formas, figura e fundo, dentre outros. A ação é desenvolvida durante a internação e após avaliação da terapia ocupacional.

Já a senhora Maria de Fátima Soares é a profissional responsável por higienizar e entregar/recolher os brinquedos nos leitos das crianças que estão em “ambiente protetor”, devido a imunidade baixa, e/ou mesmo pelo perfil da doença, que não permite que saiam das enfermarias. “Eu considero o meu trabalho muito importante porque cuidamos de vidas, e as crianças chegam aqui tristes e como não tem o costume de ficarem presas, ficam abatidas e entediadas, então nós temos o dever de fazê-las se sentirem melhor”.

Dona Fátima conta que já viveu muitas histórias emocionantes em que os pacientes chegam debilitados por todo o contexto da doença, mas que aos poucos ela vai conquistando a confiança dos pequenos e por conta do carinho e do tratamento, tem muitos casos em que chega o momento da alta e eles nem querem ir embora.  

Brinquedos e atividades lúdicas ajudam na recuperação de crianças durante hospitalização no HDT-UFT (Foto: Paulo Souza)

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

O HDT-UFT faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde fevereiro de 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

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