UFT – Saúde do homem: resistência cultural ainda é obstáculo

UFT – Saúde do homem: resistência cultural ainda é obstáculo

O mês de novembro é escolhido e conhecido mundialmente como de promoção à saúde do homem e, de forma mais específica, de conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer de próstata, o segundo mais comum entre o sexo masculino. Entre os motivos da campanha, também está o fato de que a cultura ainda é empecilho no estímulo da saúde masculina preventiva.

No Brasil, o foco da campanha é o incentivo ao diagnóstico precoce do câncer de próstata. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são estimados 68.220 casos desse tipo de câncer em 2018. Se descoberto precocemente, esta doença tem de 80% a 90% de chance de cura. Essa chance diminui para 10% a 20% nos casos diagnosticados tardiamente.

De acordo com o urologista Giovanni Montinni Sandoval, professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Tocantins (UFT), o preconceito em relação ao exame de toque diminuiu muito, apesar de ainda existir, mas a resistência cultural do homem em procurar assistência à saúde por conta própria ainda é o maior problema para a promoção da saúde masculina.

Sobre o câncer de próstata

A doença ocorre por conta do crescimento descontrolado das células da próstata, órgão masculino responsável por produzir o líquido que compõe parte do sêmen. Conforme o Inca, a maioria dos casos evolui de forma lenta, mas em alguns casos o desenvolvimento da doença pode ser rápido e ser espalhado para outros órgãos.

O diagnóstico da doença inicia com dois exames: o toque retal e o Antígeno Prostático Específico (PSA). O urologista Giovanni Sandoval ressalta que a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda que todos os homens com idade a partir de 45 anos façam os exames de rastreio.

É importante, ainda, procurar um médico ou unidade de saúde no aparecimento de sintomas relacionados à urina, que podem ser sinais do câncer, mas também podem ser causados por doenças benignas da próstata.

Prevenção – De acordo com o médico e professor Giovanni Sandoval, não há um método de prevenção primária ao câncer de próstata, mas hábitos saudáveis de alimentação e exercícios e a adequação do peso são medidas que podem prevenir qualquer tipo de câncer. Por isso, “no caso do câncer de próstata, a melhor forma é fazer a prevenção secundária, com o diagnóstico precoce”, salienta Giovanni.

Tratamento – Em torno de 20% dos casos diagnosticados de câncer de próstata são não agressivos, chamados indolentes, conforme o professor Giovanni. Nesses casos, não se faz intervenção terapêutica e sim uma vigilância ativa, evitando as consequências do tratamento. Sendo assim, dependendo do estágio da doença, opta-se por tratamentos curativos, como a retirada do órgão (em casos intermediários) e radioterapia. Utiliza-se também a hormonoterapia para estágios mais avançados, sem possibilidade de cura, para conter a doença. Com esse tratamento, é possível que o portador tenha uma vida ativa por muitos anos.

Para mais informações, acesse a cartilha do Inca “Câncer de próstata: vamos falar sobre isso?”.

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