UFU desenvolve jogo para reabilitação de pacientes com Parkinson em parceria com universidade da França

UFU desenvolve jogo para reabilitação de pacientes com Parkinson em parceria com universidade da França

Pesquisadores pedem que pessoas com a doença respondam questionário para ajudar no desenvolvimento do trabalho.

Pesquisadores do Núcleo de Inovação e Avaliação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal de Uberlândia (NIATS/UFU) desenvolvem, em parceria com a universidade de Lorraine, na França, um jogo para a reabilitação de pacientes de Parkinson. No momento, os pesquisadores pedem para que pessoas acometidas de Parkinson respondam a um questionário para ajudá-los.

O projeto conta com quatro alunos de pós-graduação da UFU, com formações em engenharia biomédica, engenharia elétrica, educação física e fisioterapia. Eles têm orientação de seis professores da instituição e outros quatro da universidade francesa, totalizando 14 pessoas envolvidas. A pesquisa teve início em 2019 e deve demorar cerca de três anos para que seja finalizada, mas não há uma data certa prevista.

O projeto foi dividido em quatro etapas. A primeira, na qual ele se encontra agora, é o desenvolvimento do jogo. O objetivo do jogo é melhorar a capacidade de movimento dos pacientes de Parkinson através da repetição de movimentos durante o ato de jogar.

Questionário
Para que isso seja possível, os pesquisadores desenvolveram um questionário para entender melhor as dificuldades que essas pessoas encontram no dia a dia e poder, assim, desenvolver algo alinhado às necessidades delas. Eles precisam de pelo menos 450 respostas, mas até o momento só têm cerca de 180. Para responder o questionário, é só acessar o link ou mandar mensagem via WhatsApp para (34) 9 9994-0531.

Jogo
A segunda etapa da pesquisa, após o desenvolvimento do jogo, é desenvolver o aparelho que permitirá a interação através dos movimentos do jogador. Depois será feita uma análise do nível de imersão e engajamento que o jogo consegue proporcionar aos pacientes. A quarta e última etapa é avaliar o desenvolvimento da tecnologia e suas possíveis aplicações clínicas.

Doença de Parkinson
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença de Parkinson afeta aproximadamente cerca de 1% da população mundial acima dos 65 anos. No Brasil estima-se que mais de 200 mil pessoas sofrem com esse problema.

A doença de Parkinson é um distúrbio degenerativo, ou seja, piora com o tempo e que afeta a capacidade de movimentação dos pacientes. Os enfermos podem ter dificuldades em andar ou se levantar de uma cadeira, sendo necessário até o uso de cadeira de rodas ou repouse permanente em casos mais graves.

Embora haja diversos tratamentos para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, não existe algo que consiga parar o avanço da doença, nem uma cura.

Fonte: Portal G1

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