UFU – Professor lança livro sobre gestão do SUS

UFU – Professor lança livro sobre gestão do SUS

O professor Nilton Pereira Júnior, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia (Famed/UFU), lançou, em 27 de julho, o livro “O Apoio Institucional no SUS: os dilemas da relação interfederativa e da cogestão”. A obra, objeto da dissertação de mestrado do docente, foi apresentada no 12° Congresso de Saúde Coletiva, realizado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
“Dentro do mestrado eu escolhi estudar uma das metodologias de gestão que o Sistema Único de Saúde [SUS] tem, que não é uma lógica tradicional de se fazer gestão: o apoio institucional, implantado em 2003. É uma forma em que a relação entre os gestores é mais democrática. Meu objeto de pesquisa é como o Ministério de Saúde se articula com as secretarias estaduais de saúde e com as secretarias municipais de saúde num período de 10 anos de avaliação [2003 a 2013]”, explica o professor. O livro é um estudo aprofundado sobre as leis, portarias e normas que o Ministério da Saúde publicou nesse período.

A pesquisa pode ser uma forma de gerar melhorias na administração do Sistema Único de Saúde, colaborando para uma assistência à saúde de maior qualidade. “A gestão do SUS é um dos grandes dilemas existentes na saúde pública e vários problemas do Sistema são decorrentes disso. Por isso, é tão importante a gente estudar novas formas de fazer gestão”, afirma Pereira Júnior.

Para outras informações sobre o livro, acesse o site Book 7.

Apoio institucional

O apoio institucional é uma forma de gestão em que o Ministério da Saúde apoia os estados e os municípios a fazerem políticas públicas de saúde mais eficazes por meio de um trabalho mais integrado com as equipes, apoiando a análise, a elaboração e o planejamento de tarefas, além de projetos de intervenção.

O professor Nilton Pereira Júnior afirma, em artigo publicado em 2014, que o ministério, assim, “compromete-se com as equipes e não somente com a alta direção da instituição, sem deixar de trazer diretrizes dos níveis superiores da gestão e analisar o contexto externo ao grupo”. Dessa maneira, são promovidas mais reuniões de equipe e são aplicados conhecimentos de outras áreas, como pedagogia, administração e ciência política.

“Especificamente no meu estudo, eu analiso como o Ministério da Saúde faz apoio aos secretários estaduais e municipais. Para isso, eles criam espaços de gestão interfederativos, em que reúnem os gestores dos municípios, dos estados e do governo federal. Isso é um exemplo, mas existe uma série de espaços de gestão do SUS que são compartilhados”, conta o docente.

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