UFV comemora 83 anos de pioneirismo e inovação

UFV comemora 83 anos de pioneirismo e inovação

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) comemora nesta sexta-feira, dia 28, o 83º aniversário de inauguração. A cerimônia será realizada a partir das 19h, no Espaço Acadêmico e Cultural Fernando Sabino e contará com a entrega da Medalha Peter Henry Rolfs do Mérito em Ensino, em Pesquisa, em Extensão e Administrativo; e das medalhas José Valentino da Cruz e Bello Lisboa.  Além disso, será aberta a exposição "40 anos em 40 fotos".

História marcada pelo pioneirismo
A UFV originou-se da Escola Superior de Agricultura e Veterinária (ESAV), criada pelo decreto 6.053, de 30 de março de 1922, do então Presidente do Estado de Minas Gerais, Arthur da Silva Bernardes. A Escola foi inaugurada em 28 de agosto de 1926, por seu idealizador Arthur Bernardes, que na época ocupava o cargo máximo de Presidente da República. Em 1927, foram iniciadas as atividades didáticas, com a instalação dos cursos fundamental e médio e, no ano seguinte, do curso superior de Agricultura. Em 1932, foi instalado o curso superior de Veterinária. No período de sua criação, foi convidado por Arthur Bernardes, o então diretor da Escola de Agricultura da Universidade da Flórida, Peter Henry Rolfs para organizar e dirigir a ESAV. Também veio, a convite, o engenheiro João Carlos Bello Lisboa para administrar os trabalhos de construção das instalações.

O reitor da UFV, Luiz Cláudio Costa, lembra que a existência das instituições universitárias no Brasil é muito mais recente do que as da América espanhola, ressaltando, porém, o caráter inovador da criação da UFV. O objetivo foi buscar solução para os sérios problemas de abastecimento do País e do mundo. A opção foi para o modelo adotado nos Estados Unidos, com seus land-grant colleges, baseados na trilogia ensino, pesquisa e extensão.

A UFV foi inaugurada em 28 de agosto de 1926 e, apenas três anos depois, dava início a uma das mais bem sucedidas ações de extensão agropecuária no Brasil, a Semana do Fazendeiro. Em 1948, a Instituição foi transformada na Universidade Rural do Estado de Minas Gerais, que veio a ser a primeira a oferecer cursos de pós-graduação em ciências agrárias no Brasil, no início dos anos sessenta. A federalização da Universidade, em 1969, veio consolidar a atuação voltada para o desenvolvimento do agronegócio e para o bem-estar da família rural.

Desenvolvimento da agricultura
O Brasil é o responsável pelo desenvolvimento da ciência da agricultura tropical no mundo, e algumas das conquistas mais significativas da pesquisa brasileira em ciências agrárias estão vinculadas à UFV, como ressalta o reitor Luiz Cláudio Costa. Destaque para a formação de pessoal e a pesquisas nas áreas de Fitotecnia, Florestas, Zootecnia, Engenharia Agrícola, Fitopatologia, Economia Rural e Solos.

Dentre as inúmeras pesquisas nas áreas agrárias geradas em Viçosa com forte repercussão no País e no mundo, pode se destacar, dentre outras, a adaptação da soja às condições brasileiras, que só foi possível a partir dos trabalhos empreendidos por pesquisadores da instituição viçosense, em especial os estudos relacionados com as condições climáticas e fertilidade do solo dos cerrados. A essa iniciativa vieram juntar-se trabalhos de melhoramento genético da planta, tornando-a mais resistente a pragas e doenças e muito mais produtiva. O mesmo vem ocorrendo com outras culturas, como é o caso da cana-de-açúcar, com centenas de experimentos, em diversos locais, obtendo cultivares de grande importância para o setor no Brasil.

Na cafeicultura, a UFV vem realizando destacado trabalho, como a obtenção de uma variedade resistente à ferrugem, uma das doenças com maior impacto no agronegócio brasileiro. Na área animal, a Instituição vem ostentando conquistas do mesmo nível, como ocorre na produção de aves melhoradas, vacinas e técnicas de manejo que proporcionam excepcionais ganhos para a sociedade brasileira.

O professor Luiz Cláudio ressalta ainda que, apesar de a UFV ter sido criada para atuar especificamente nas áreas agrárias, ela conseguiu, graças à dedicação e à competência dos seus professores e servidores, chegar ao padrão de excelência em todas as áreas do conhecimento, sendo hoje uma referência nacional e internacional nas áreas biológicas, exatas e humanas.

A Universidade conta hoje com 54 cursos de pós-graduação, sendo 32 de mestrado acadêmico, 2 de mestrado profissional e 20 de doutorado. Os programas de pós-graduação estão entre os melhores do Brasil, em avaliações oficiais (clique aqui e veja o conceito de cada curso dados pela Capes) e em publicações especializadas. Segundo a última avaliação trienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Minas Gerais, os conceitos 6 e 7 (padrão de excelência) foram atribuídos a apenas 20 programas, sendo sete deles (35%) oferecidos pela UFV. Além da pós-graduação stricto sensu, com mestrado e doutorado, são ministrados vários cursos de especialização (pós-graduação lato sensu).

UFV em números
Até julho de 2009, foram diplomados pela UFV 30.093 graduados; 3.586 pós-graduados lato sensu; 7.963 mestres e 1.910 doutores, totalizando 42.910 ex-alunos. No ensino médio, os totais chegam a 3.456 concluintes, no campus de Viçosa, e a 4.340, no campus de Florestal.
• 58 Cursos de graduação
• 54 Programas de Pós-Graduação:    
  o Doutorado: 20
  o Mestrado: 34
• 15 cursos de pós-graduação "lato sensu"
• 900 Bolsas de alimentação
• 1.380 Bolsas de moradia
• Mais de 1.900 projetos de pesquisa em andamento
• Mais de 490 bolsas de iniciação científica
• Mais de 5.500 trabalhos técnico-científicos publicados anualmente
• 1.485 eventos de extensão, com mais de 400 mil participantes
• 856 Professores (57 com estágio de pós-doutoramento, 643 doutores, 198 mestres, 37 especialistas e 56 graduados)
• 2.371 técnicos administrativos
• Biblioteca Central, com mais de 254 mil volumes
• 608 Laboratórios
• 160 salas de aula
• 28 bibliotecas setoriais
• 17 Auditórios
• Canal de TV (Universitária)
• Rádio FM (Universitária)

• Área Física da UFV
  o Campus I (Viçosa-MG): 1.611,2944 há / Construída: 381.554,16 m2
  o Campus II Cedaf (Florestal-MG): 1.674,0800 ha
  o Campus III (Rio Paranaíba-MG): 44,5 ha
  o Central de Experimentação, Pesquisa e Extensão do Triângulo Mineiro (Capinópolis-MG) – 100 ha

• 3 estações experimentais: 484,31 ha
• 8 fazendas experimentais: 524,26 ha

Compartilhar