UnB e Universidade da Nicarágua alinham parceria

UnB e Universidade da Nicarágua alinham parceria

Foto: Audrey Luiza/Secom UnB

Virgílio Almeida, diretor da INT, e reitora Márcia Abrahão receberam embaixadora Lorena Martínez.

A reitora Márcia Abrahão recebeu, na última sexta-feira (28), a embaixadora da Nicarágua, Lorena Martínez. No encontro, discutiu-se a concretização de um acordo de cooperação com a Universidade Nacional Autónoma de Nicarágua (Unan). A aproximação visa gerar novas oportunidades de intercâmbio e colaboração científica.

“Iniciamos o trâmite do acordo de cooperação com a UnB e queremos concretizar a parceria ainda neste ano”, informou a embaixadora sobre a colaboração que trará benefícios para ambas instituições. “Essa parceria pode motivar nossos estudantes a aprenderem língua portuguesa e virem estudar aqui”, acrescentou Martínez. A oferta do idioma em seu país é promovida pelo Centro Cultural Brasil-Nicarágua (CCBN).

Márcia Abrahão confirmou o “interesse da UnB em firmar o acordo com a Nicarágua” e reforçou que a instituição tem “importantes parceiros na América Latina e Caribe”. A reitora mencionou que há oportunidade abertas para interessados em intercâmbio por meio do programa de bolsas do Grupo Coimbra.

Martínez destacou que seu país é o sexto colocado no ranking de igualdade de gênero da Organização das Nações Unidas. “Ficamos atrás apenas de países nórdicos. Nosso parlamento tem 48% de mulheres. Também temos uma lei que determina às instituições nas quais cargos de chefia são ocupados por homens que haja mulheres nos cargos imediatamente seguintes na hierarquia”, informou a embaixadora.

A reitora reforçou a relevância do assunto e os potenciais de aprendizado com o país vizinho. “Os índices de violência contra mulher no Brasil são alarmantes. Queremos trazer pesquisadores da Nicarágua para dialogar com nossa comunidade acadêmica sobre estas conquistas quanto à igualdade de gênero”, garantiu.

Diretor da Assessoria de Assuntos Internacionais (INT), Virgílio Almeida acrescentou que os falantes do espanhol não têm apresentado dificuldades na jornada acadêmica, e que eles podem realizar o estudo da língua portuguesa em disciplinas oferecidas para estrangeiros.

“O maior número de estudantes estrangeiros que recebemos são hispanohablantes. Eles conseguem acompanhar bem as disciplinas. Vários de nossos docentes aceitam trabalhos em espanhol, visando a internacionalização”, informou. O diretor confirmou o “enorme interesse em concretizar a parceria”. “Nosso esforço será para viabilizá-la nos próximos meses.” 

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