UnB possui 300 alunos de graduação no Ciência sem Fronteiras

UnB possui 300 alunos de graduação no Ciência sem Fronteiras

Estudantes da Universidade estão espalhados por 14 países de quatro continentes. A UnB Agência conversou com alguns deles para saber como é viver essa experiência internacional

A UnB já possui mais de 30 alunos de graduação estudando ao redor do mundo por meio do programa Ciência Sem Fronteiras, lançado em 2011. Eles estão em 14 países distribuídos por quatro continentes. O objetivo do programa, uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), é incentivar um maior intercâmbio internacional em áreas ligadas à tecnologia e às ciências exatas, da saúde e biológicas. No exterior, os alunos aprofundam seus conhecimentos em língua estrangeira, estudam conteúdos diferentes e fazem novos amigos – principalmente brasileiros que também participam do programa de internacionalização da ciência brasileira.

Um deles é Carlos Garcia, estudante de Medicina da UnB que cursa Farmacologia na Universidade de Manitoba, em Winnipeg, na região central do Canadá. Recém chegado ao país norte-americano, Carlos está experimentando um inverno rigoroso e já enfrentou temperaturas abaixo de 40 graus negativos. “O problema não é a temperatura, mas sim o vento, que queima a pele”. Carlos mora  em um hotel conveniado com a universidade, porque há poucas vagas de alojamento no campus. A maioria dos amigos de Carlos são os brasileiros que participam do programa Ciência sem Fronteiras.

Segundo ele, o motivo é a diferença cultural entre os dois países. “Os canadenses não são muitos acostumados com o jeito brasileiro de ser. Nós falamos alto, tocamos nas outras pessoas e falamos muito. Eles acham um absurdo que alguém os toque”, relata. Outra dificuldade de Carlos é com os choques de corrente estática. “Aqui, no frio, o clima fica muito seco. Até mais seco que em Brasília. Isso gera uma estática muito grande. Costumo levar uns 15 choques por dia”. Antes mesmo de sair do Brasil sabia que não poderia fazer matérias do curso de medicina. “Aqui no Canadá, nos EUA e em muitos outros paises é como se fosse uma pós-graduação. Os estudantes só podem cursar medicina depois de ter um diploma de graduação”, explica.

No entanto, segundo o estudante de medicina, os conteúdos ministrados no Brasil e no Canadá são muito parecidos. “Na UnB, eu costumava pegar entre 36 e 38 créditos. Tenho muito mais tempo livre, mas acaba sendo relativo porque aqui eles dão uma ideia da matéria e vc tem que estudar em casa”, conta. No Canadá, Carlos pretende fazer trabalhos voluntários, algo bastante estimulado por lá. Carlos está cursando 16 créditos: seis em matérias e mais dez num curso de aperfeiçoamento em inglês.

EUA – Os novos campi também estão representados no exterior. Enzo Lazo, aluno de Engenharia Eletrônica da UnB Gama, viajou pela primeira vez para o exterior para viver em Cookeville, no estado do Tennessee, na região sudeste dos Estados Unidos. Já na imigração, na cidade de Detroit, Enzo percebeu que os anos de estudo de inglês pareciam ser insuficientes para viver o dia a dia nos EUA. “Confirmei essa sensação quando não consegui sequer pedir um sanduíche”, relembra.

No vôo de conexão entre Detroit e Nashville, Enzo já reconheceu colegas de intercâmbio que estavam a caminho para a mesma cidade. Chegando em Cookeville, se deparou com um calor de 40 graus antes de chegar à Universidade Tecnológica do Tennessee, antes do início das aulas. “Estudei inglês por dois meses e então a universidade ficou cheia para o começo do ano letivo. Era algo novo para mim”, disse Enzo, que fez amizade com estrangeiros de 26 países diferentes. “Isso foi o que eu achei mais espetacular aqui nos EUA: a diversidade cultural que se pode encontrar em uma universidade”.

Os hábitos de Enzo não mudaram em relação ao Brasil. “Sempre fui muito de ficar em casa. A cidade é pequena e quase nao tem pra onde sair”. Os problemas com o idioma também desapareceram depois de sete meses. Hoje, Enzo faz atividades normais como pedir um taxi ou ligar para o banco. “Esse tipo de coisas que me davam medo só de pensar em fazê-las”. A automatização do cotidiano estadunidense é o que mais impressiona o estudante da UnB. “Outro dia queria um refrigerante, mas estava sem dinheiro trocado. Daí, fui numa maquina e percebi que havia um lugar pra passar cartão. Pensei comigo mesmo: ‘será que vai funcionar?’ Não deu outra: passei o cartão, escolhi meu refrigerante e dois segundos depois estava lá. Tudo funciona, e funciona de forma fácil”.

Enzo está gostando muito da experiência que está apenas na metade. As aulas de graduação nos EUA acabam em maio, mas o programa prevê estagio no verão, que acontecerá entre maio e agosto, mês no qual ele deve voltar ao Brasil. “Nem meus pais nem meus irmãos mais velhos tiveram essa oportunidade. Recomendo a todos que puderem fazer algo parecido”, aconselha. Quanto ao seu desempenho em sala de aula, Enzo se diz satisfeito. “Bem, peguei o número mínimo de créditos e não fiz feio. Minha menor nota foi 78 de 100”.

ESPANHA – Priscilla Dias, namorada de Enzo, também é estudante do curso de Engenharia de Energia da UnB Gama e participante do Ciência Sem Frontreiras. Ela está em Valência, no sudeste da Espanha desde o último mês de agosto. Ela e Enzo terão que conviver com a distância até agosto de 2013, quando ambos retornam a Brasília. Priscilla reconhece que sentiu dificuldades no início, questionou sua decisão, mas não demorou a se adaptar. “O primeiro dia foi o pior. Deu medo. A gente não se dá conta do que está fazendo até pisar do outro lado do oceano e ver que não conhece nada”, disse. “Mas não precisou mais do que três dias pra eu ver como a cidade que eu tinha optado era linda e muito prática”. Segundo Priscilla, em Valência é possível fazer tudo de bicicleta. Além disso, o transporte público em geral funciona perfeitamente.

“A universidade é ótima. Bem estruturada, organizada e receptiva. Acolhe milhares de estudantes estrangeiros por semestre e está familiarizada com todo o processo de intercâmbio”, garante. Apesar de contar com laboratórios grandes e professores excelentes, na opinião de Priscilla, o método de avaliação da Universidade de Valência a assustou. “Aqui eles pensam de uma maneira um pouco diferente. Fiquei com receio ao ver que teria que resumir em uma prova apenas todo o semestre letivo”.

Outra diferença difícil de aprender a lidar é a diferença de horário. “As refeições são feitas mais tarde e as festas começam às 2h ou 3h da manhã. Para falar com as pessoas com quem falo do Brasil, a diferença pode ser de cinco horas e em relação ao meu namorado nos EUA são sete horas a menos”.

IRLANDA DO NORTE – Ian Brasil chegou há duas semanas em Belfast, na Irlanda do Norte. A cidade não foi a primeira escolha do aluno de Engenharia Mecânica ao se inscrever no Ciência sem Fronteiras, mas ele está satisfeito na Queen’s University of Belfast. “Aqui eles têm uma integração muito grande com o programa de intercâmbio europeu Erasmus Mundi, então estão bem preparados para receber alunos internacionais”, conta Ian. Lá, o jovem paraense vai estudar Engenharia Aeroespacial, área em que quer se aprofundar. “Tem muitas oportunidades de pesquisas, a minha universidade é de ponta nesse campo no Reino Unido”, diz Ian. Mesmo que as atividades acadêmicas tenha se iniciado apenas no dia 24, ele já corre atrás desse objetivo: “Mas o professor se surpreendeu quando pedi por trabalho de pesquisa voluntário”.

Além dos estudos, Ian afirma que o aspecto que mais o atrai para o Ciência sem Fronteiras foi a oportunidade de conhecer culturas e pessoas diferentes. Nestes poucos dias, ele conheceu alemães, franceses, norte-irlandeses, suecos, indianos, americanos, ingleses… a lista não para. “E com certeza farei algumas viagens internacionais por aqui, até já tenho uma marcada até Paris.”

SINGAPURA – Da primeira leva de alunos que viajaram pelo Programa, Vinícius Santana dos Santos foi um dos poucos a ir para a Ásia, o único para Singapura. “Sempre desejei estudar e morar no continente”, conta Vinícius. Singapura foi o destino escolhido por dois motivos. Primeiro, porque as universidades locais são muito bem conceituadas na área de Vinícius, a Engenharia Mecânica. Segundo. porque todas as aulas são em Inglês.

“Minha família não sabia nem onde ficava esse lugar, e precisei convencê-los que era uma boa decisão”, lembra o estudante. Singapura é uma cidade-estado no sudoeste asiático que faz fronteira com a Malásia. Quando soube que havia sido aprovado, Vinícius teve apenas uma semana para arrumar as malas, dizer tchau para os amigos e encarar um voo de 40 horas para estudar na National University of Singapure (NUS), onde não conhecia ninguém. “O pior é que tinha perdido o prazo para pedir alojamento, então tive que morar em um albergue por um mês até conseguir uma vaga.” Alugar um apartamento estava fora de questão, o custo de vida é altíssimo e o gasto superaria o valor de sua bolsa.

Outra mudança cultural muito grande: Singapura é um dos locais menos violentos e corruptos do mundo. Reflexo de uma política de poucas liberdades pessoais. “As pessoas são mais reservadas e eles têm multas para tudo! Mascar chiclete ou comer no metrô são proibidos, e as multas costumam ser maiores que 500 dólares”, explica Vinícius. “A universidade foi uma grande surpresa também. As instalações são extremamente modernas e temos acesso a todos os tipos de serviços possíveis para nos focarmos apenas no estudo”, afirma Vinícius. No entanto, foi preciso se acostumar ao ritmo acelerado de ensino no local – “como nunca tinha visto” – e a forma as menções normatizadas, ou seja, baseadas no resultado do resto da turma. “Nesse novo ano espero encontrar mais conterrâneos, eu era o único estudante brasileiro de graduação”, conta.

AVALIAÇÃO – Os professores estrangeiros da UnB apoiam a iniciativa, e reforçam a importância do intercâmbio acadêmico para a formação do pesquisador. “Uma coisa é você conhecer um país ou uma região pela televisão, pelos jornais, por exemplo. Outra, bem diferente, é você vivenciá-los”, afirma o chefe do Departamento de Estatística da UnB, Donald Matthew Pianto, que nasceu nos Estados Unidos. “Muitos pesquisadores estrangeiros se interessam em incorporar profissionais brasileiros porque o financiamento deste cientista não ficaria a cargo da sua universidade. Eles passam a contar com um pesquisador de qualidade, sem impacto no orçamento”, disse Donald.

“Em geral, esse tipo de programa é muito bem vindo e importante, mas ainda falta fortalecer a outra via”, afirma Nigel Pitt, professor do Departamento de Matemática. Natural da Inglaterra, Nigel sente falta da presença de pesquisadores de fora nas universidades de ensino brasileiro. “Um intercâmbio verdadeiro é de duas mãos”, diz o professor. Na realidade, o Ciência sem Fronteiras tem uma modalidade que oferece bolsas para professores estrangeiros que querem desenvolver pesquisas no Brasil. De acordo com o site do Programa, atualmente são 597 cientistas no país, mas nenhum na UnB.

 

 

Diogo Lopes e João Paulo Vicente – UnB

 

How to Take Care of Your Zebra Plant in a Simple Fashion
watch game of thrones online free then spew it out like a human fire hose

Do you own property in other states
free online games In memory of her father

Outfits That Kids Wore During the Civil War
cheap flights The higher you’ve made it up the corporate food chain

Financial ETFs are Looking Up
free online games sabona dark-colored tv set s s of our necklace

Short Hairstyles Have a Long History in Fashion
jeux fr Asuka has the hunter she was looking for

What’s Your Jewellery Really Worth
miniclip The full line is usually well defined and easy to spot

Having An Delegant Image Of Fendi Bag
kleider People objected to this quite a bit for some reason

How is the quality of Vince Camuto shoes
cool math how to wear secured bluejeans

Compartilhar