UNIFAL – Vivência de estudantes de Medicina em PSFs consolida assistência médica humanizada

UNIFAL – Vivência de estudantes de Medicina em PSFs consolida assistência médica humanizada

Com a volta das consultas médicas realizadas pelos estudantes de Medicina em internato na Clínica de Especialidades Médicas (CEM) no mês de junho, conforme divulgado no Portal da UNIFAL-MG em 07/10/2020, também foi retomado o atendimento dos estudantes de internato de Medicina de Família e Comunidade no município de Paraguaçu, cidade que fica a 30 km de distância de Alfenas. Os atendimentos tinham sido suspensos, temporariamente, em função das alterações das atividades presenciais em decorrência da pandemia de Covid-19.

Sob a supervisão da médica de família e professora da Faculdade de Medicina (FAMED), Larissa de Souza Bueno, e apoio do preceptor voluntário Lucas Guimarães Lobo, os estudantes do 6º ano em internato retomaram os atendimentos em Paraguaçu, tomando todas as medidas de prevenção e controle para a assistência médica aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pela Covid-19.

Vale destacar que além de normas de distanciamento, uso de EPIs e outras medidas de segurança orientadas pelo Ministério da Saúde, o número de estudantes em atendimento também foi limitado para evitar a aglomeração.

Os atendimentos foram feitos no PSF Casa de Apoio e também no PSF Guaipava, distrito de Paraguaçu, localizado na zona rural. De acordo com levantamentos, somente no PSF Guaipava, foram registradas 640 consultas realizadas por mês, totalizando entre junho e setembro, 2.560 consultas em Medicina de Família e Comunidade.

Segundo a diretora da Faculdade de Medicina, Profa. Evelise Soares, a oportunidade de realizar o internato em Paraguaçu foi importante para que os acadêmicos tivessem contato com outras realidades, principalmente, pela possibilidade de atender uma comunidade rural.

Atendimento à comunidade rural realizado pelo PSF Guaipava, distrito de Paraguaçu. (Foto: arquivo equipe do internato)

“A oportunidade de estagiar em um PSF na zona rural é extremamente importante para o estudante de Medicina, pois o contato com a comunidade local e poder conhecer a realidade rural, suas demandas e ajudar na promoção da saúde, torna-se uma experiência extremamente rica, no aspecto de atendimento médico e humanização”, afirmou.

Para a professora Larissa, responsável pela supervisão dos discentes, o internato realizado na zona rural de Paraguaçu foi uma experiência enriquecedora tanto para os estudantes quanto para a população local. “O internato em Medicina de Família e Comunidade, no distrito de Guaipava, município de Paraguaçu, trouxe aos nossos discentes a oportunidade de vivenciar uma experiência única. Através das visitas domiciliares nos bairros rurais, os acadêmicos puderam enxergar uma realidade não encontrada nos centros urbanos, colecionando histórias e muito aprendizado”, compartilhou, complementando: “A população sentiu-se acolhida e as habilidades adquiridas, tanto acadêmicas quanto de vida, ficarão eternizadas na memória de todos.”

O acadêmico Pedro Alberto Ferreira Cavichioli, hoje médico pela UNIFAL-MG, formado em 30 de setembro de 2020, compartilhou a experiência que adquiriu em internato na Medicina de Família e Comunidade, que para ele, foi “além das expectativas criadas”.

“Eram sempre difíceis as viagens semanais, mas a leveza dos atendimentos e profissionais que nos recebiam nesses dois locais [PSF Casa de Apoio e PSF Guaipava] tornava tudo mais suave. Trouxe para mim, enquanto profissional da saúde, uma realidade sociocultural diferente da que estava acostumado em Alfenas”, relatou.

Pedro Alberto Ferreira Cavichioli, médico pela UNIFAL-MG, formado em 30 de setembro de 2020. (Foto: arquivo da Faculdade de Medicina)

De acordo com Pedro, essa realidade sociocultural com que teve contato, mudou o exercício da Medicina. “Mudam-se os perfis das doenças e, principalmente, a maneira com que as pessoas se expressam diante delas. É imperioso que se direcione a anamnese para extrair o máximo possível dos indivíduos até se estabelecer um diagnóstico e tratamento adequado”, comentou.

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