UNIFEI disponibiliza sala de informática para projeto de inclusão

UNIFEI disponibiliza sala de informática para projeto de inclusão

A Universidade Federal de Itajubá (Unifei), por meio do diretor do Instituto de Engenharia de Produção e Gestão (IEPG), professor André Medeiros, disponibilizou uma sala de informática para a realização do projeto de extensão “Intervindo para incluir: Alfabetização Digital na Educação de Jovens e Adultos”, da Escola Municipal Professor Carmo Cascardo, de Itajubá, única da região a oferecer turma de alfabetização para adultos.

 A primeira aula aconteceu no dia 5 de abril e o projeto continuará nos meses de abril, maio, agosto, setembro e outubro. A turma que participou do projeto na Unifei é multisseriada, ou seja, composta por alunos do 1º e 2º anos, que, em sua maioria, não leem e não escrevem. O aluno mais novo tem 20 anos de idade e a aluna mais velha, 69 anos.

A iniciativa do projeto veio da professora Daysemara Simone Santana Trindade, que é formada em História pelo Centro Universitário de Itajubá (Fepi), e possui pós-graduação em Designer Instrucional, pela Unifei, e Psicopedagogia, pela Facinter. Ela trabalha como professora na Prefeitura Municipal de Itajubá há 19 anos, dos quais três anos são dedicados à Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Na Unifei, a profissional também atua no Núcleo de Educação a Distância (Nead) em cursos oferecidos pela Universidade Aberta do Brasil (UAB), como contratada pela Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão de Itajubá (Fapepe).

Segundo a professora, o objetivo do projeto é proporcionar acesso ao computador e à internet, aliando essa tecnologia ao letramento dos alunos, já que muitos deles não tinham acesso a essas tecnologias.

A docente lembrou que algumas dificuldades foram encontradas na execução do projeto. “Como trabalho com educação a distância, sei bem de todo o potencial que o computador e a internet podem oferecer à aprendizagem. Sempre quis ter computadores para trabalhar com os alunos, então comecei a pensar em como conseguir isso. Depois que o laboratório foi emprestado, precisávamos de transporte para os alunos e, então, por meio da Secretaria Municipal de Educação de Itajubá (Semed), foi disponibilizado o transporte. Além disso, outra dificuldade foi convencer os alunos de que eles seriam capazes de aprender, já que muitos tinham a autoestima muito baixa”, comentou.

Segundo a professora, a turma de alfabetização da EJA é formada por alunos carentes financeiramente, sendo a média salarial deles de um salário mínimo. “Espero eu, ao final do projeto, que os alunos tenham despertado o interesse pelo uso do computador e tenham perdido o medo de usar essa tecnologia tão presente no nosso dia a dia. Espero também que a Universidade mantenha suas portas abertas, auxiliando, assim, na melhoria do ensino básico da nossa cidade”, finalizou Daysemara.

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