Universidades apresentam propostas de fortalecimento do Ensino Superior ao MEC

Universidades apresentam propostas de fortalecimento do Ensino Superior ao MEC

Representantes de instituições que integram a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) entregaram ao Ministro da Educação, Fernando Haddad, proposta para o fortalecimento do Ensino Superior e redução das assimetrias regionais. A audiência ocorreu no dia 14 de dezembro de 2011, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).

A Abruem congrega 41 instituições públicas de ensino superior estaduais e municipais, distribuídas em 22 estados, atendendo a um total de 700.000 alunos, o equivalente a 50% da rede pública do ensino superior brasileiro. Dentre as principais perspectivas e metas apresentadas pelas instituições está a garantia da efetiva participação das Instituições de Ensino Superior (IES) estaduais e municipais nas decisões nacionais da educação superior.

Essas instituições são as grandes responsáveis pela interiorização do ensino superior do País. “Por seu caráter eminentemente regional e sua estreita ligação com o Estado, estão particularmente comprometidas com o desenvolvimento regional, essencial ao desenvolvimento do País”, explicou o reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Adriano Silva.

Segundo o documento, o fortalecimento da pesquisa, pós-graduação e extensão universitária passa por uma maior articulação entre as ações do Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com as universidades estaduais e municipais, na definição de implantação de novos campi e cursos de graduação e pós-graduação. As IES também visam ampliação da participação nos editais federais para captação de recursos, fomentando inovações pedagógicas e tecnológicas.

“As universidade melhoram o desenvolvimento científico de cidades distantes e possibilitam a realização do curso por pessoas que não podem deslocar-se aos grandes centros urbanos. Altera-se, assim, o perfil socioeconômico das regiões, evitando descompassos entre metrópole e interior”, afirmou Adriano Silva.

O documento entregue ao MEC é fruto do trabalho de coleta e sistematização de dados relativos à graduação, pós-graduação, internacionalização, extensão, ensino a distância e hospitais de ensino.

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