Universidades Federais participam do combate contra o Aedes aegypti

Universidades Federais participam do combate contra o Aedes aegypti

O Ministério da Educação (MEC) apresentou terça-feira, 02/02/2016, a campanha Zika Zero, que visa mobilizar estudantes, professores e servidores da educação para o combate do mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus causadores da Zika, dengue e da febre chikungunya. O anúncio foi feito durante encontro, que reuniu a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e outras entidades do meio acadêmico e escolar.

A estratégia da campanha é usar a abrangência das redes federal, distrital, estaduais e municipais de educação para levar informações sobre as formas de extermínio do mosquito e identificação da doença. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), um milhão de pessoas já foram contaminadas pelo vírus Zika no mundo. A estimativa é que, ainda este ano, o número de infectados nas Américas alcance quatro milhões de pessoas.

“A única força social verdadeiramente capaz de mobilizar o Brasil e enfrentar essa questão somos nós, da educação”, afirmou o ministro, Aloizio Mercadante. Segundo ele, o país está agora em uma guerra permanente contra o mosquito transmissor. “Não faremos uma campanha com data, evento ou atividades isoladas. O combate ao mosquito é uma causa do país, de todos os brasileiros, em todos os lugares, cotidianamente. É, portanto, também uma causa da educação”, destacou Mercadante.

Foto: João Neto/MEC

Foto: João Neto/MEC

Para a presidente da Andifes e reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia Cavalli Neder, a comunidade acadêmica está engajada na campanha. “São 60 milhões de pessoas nas escolas, entre servidores e alunos, e se colocarmos todas essas pessoas trabalhando, agindo conjuntamente com suas famílias, multiplicaremos muito as ações de combate ao mosquito”, disse a reitora. Maria Lúcia garantiu que a Andifes e as universidades federais estão mais uma vez a serviço da sociedade e na linha de frente dessa guerra.

Segundo o presidente do Colégio de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Brasileiras (COEX), Fernando Arthur, que também participou do encontro no MEC, há uma disposição institucional em se mobilizar contra o mosquito. “Estamos empenhados nessa ação preventiva, que vai transformar pessoas em agentes conscientizados”, completou.

Entre as ações previstas para o combate ao Aedes aegypti estão a distribuição de material educativo, a reitores, diretores, secretários, servidores e pais de alunos com orientações para evitar a proliferação. Também haverá distribuição da cartilha aos estudantes.

Além disso, a partir do dia 13 de fevereiro, 220 mil homens das forças armadas passarão a trabalhar no combate a criadouros do inseto por todo o país, e nos dias 19/02, 26/2 e 04/03, será a vez da comunidade se engajar na campanha, participando das atividades periódicas de luta ao mosquito, em todas as escolas e Universidades.

E, ainda, a assinatura do Pacto a Educação Brasileira contra o Zika, quando as secretarias estaduais e municipais de educação se comprometerão com a Zika Zero. Dos 356 municípios. 115 concentram grande quantidade de casos de microcefalia, doença associada ao vírus. A solenidade está marcada para a quinta-feira, 04. Na ocasião, também serão discutidas outras estratégias de conscientização.

Parceria – De acordo com a Andifes, desde o início do ano, as Universidades Federais estão unidas na tentativa de eliminar focos do mosquito nos campi das instituições federais, por meio de procedimentos rigorosos de controle, limpeza e orientação da comunidade; e bem como nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Entre outras iniciativas, a entidade está firmando um convênio com o Ministério da Saúde para apoiar à qualificação de profissionais no plano de respostas à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus Zika.

Para mais informações, acesse: http://combateaedes.saude.gov.br/

 

 

 

 

Compartilhar