V Pesquisa do Perfil do Graduando encerra coleta de dados

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assistência Estudantil (Fonaprace) realizaram, nos últimos quatro meses, a coleta de dados para a quinta edição da Pesquisa do Perfil Socioeconômico dos Estudantes das Universidades Federais.

De acordo com a coordenadora da pesquisa, professora Patrícia Trópia (UFU), mais 420 mil estudantes responderam ao questionário, o que perfaz 35% do total de mais de um milhão de 200 mil graduandos das 63 universidades federais. “Agora, vamos iniciar uma fase de análise de consistência da base e, possivelmente, em setembro iniciaremos a análise propriamente dita”, explica.

O presidente da Andifes, reitor Emmanuel Tourinho (UFPA), explica que os resultados da pesquisa são fundamentais por gerarem subsídios para políticas públicas e diagnóstico de como está constituído o corpo discente das universidades, com a finalidade de auxiliar, também, nas demandas de assistência estudantil. “Os outros levantamentos feitos pela associação mostram que dois terços dos universitários têm origem em famílias com renda média de 1,5 salário mínimo. Os dados desmistificam a ideia de que os alunos de universidades públicas pertencem às camadas sociais com rendas altas.”

Estudos anteriores, também realizados pela Andifes, mostram a evolução do perfil dos graduandos, considerando os processos seletivos massivos, como o ENEM, a criação de mais de 300 campi no interior do País e a Lei de Cotas, criada em 2013, e que garantiu o ingresso de 32% dos estudantes que compõem o corpo discente das 63 universidades federais brasileiras. O número de alunos negros quase triplicou de 2003 a 2014. Juntos, negros e pardos já representavam, há três anos, 47,5% do total de estudantes das universidades federais do Brasil.”

O secretário executivo da Andifes, Gustavo Balduino, ressalta que os indicadores gerados pela pesquisa também auxiliam no aumento da eficiência da gestão dos recursos públicos destinados às universidades federais.

Segundo o coordenador do Fonaprace, professor João de Deus Mendes, “a V pesquisa é resultado do aperfeiçoamento das anteriores e servirá de base para redefinição de políticas de assistência estudantis nas IFES e, sobretudo, como base de dados relevante para pesquisas, bem como instrumentalização na defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e que preconize a assistência estudantil como política de garantia da permanência e êxito desses discentes. ”

A previsão é de que os resultados da pesquisa sejam divulgados em fevereiro de 2019.

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