Cerimônia também marcou assinatura de autorização para início de obras da passarela e compra de equipamentos das novas instalações

Foto: Ricardo Stuckert / PR (Palácio do Planalto)
A inauguração da Unidade Tamanduatehy do Campus Santo André em 10 de abril contou com a presença do presidente Lula, do ministro da Educação, Leonardo Barchini, além de diversas autoridades regionais e federais. As novas instalações contaram com investimento de R$ 155,7 milhões, dos quais R$ 35,8 milhões por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Essa infraestrutura integra o projeto de expansão e consolidação do campus Santo André e abrigará salas de aula, auditórios, laboratórios didáticos e de pesquisa, espaços multiuso e setores administrativos. Quando estiver em pleno funcionamento, servirá no apoio à formação de mais de três mil estudantes de engenharias.
Durante a cerimônia, ocorreram as assinaturas das ordens de serviço para a compra de equipamentos dos prédios inaugurados e construção da passarela de interligação com as dependências da Unidade Sede. Também com recursos previsto dentro do Novo PAC, esses dois projetos tem investimento de aproximadamente R$ 8 milhões e R$ 15 milhões, respectivamente. Vale destacar que a travessia, que ficará sobre a Avenida dos Estados e Rio Tamanduateí, servirá também como alternativa de passagem à população local.

Foto: Monique Scantamburlo / Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI UFABC).
Expansão superior
O reitor abriu seu pronunciamento acentuando que a data de inauguração do novo prédio (10/4) coincidia apropriadamente com o Dia da Engenharia. Ele lembrou que os seguidos cortes orçamentários de governos anteriores estenderam o prazo de construção por dez anos e celebrou a destinação de recursos oriundos PAC a partir de 2023 para conclusão da obra. Segundo o dirigente, “essa retomada de aporte permitiu também a contratação do serviço de construção da passarela sobre o Rio Tamanduateí, que, além de conectar as duas unidades do Campus Santo André, servirá para a mobilidade de toda a comunidade”.
Destacando os 20 anos de instalação da UFABC, Dácio exaltou o papel da Universidade no processo de revitalização daquela região da cidade. Ele também reconheceu como fundamental a assertividade das autoridades municipais desde a iniciativa de doação do terreno para construção da Unidade Sede há duas décadas, até as tratativas atuais para análise de novas áreas disponíveis para expansão de futuras edificações. Dácio explicou que os espaços liberados pela migração das engenharias para a Tamanduatehy acomodarão as atividades dos novos cursos dedicados à formação de professores.

Foto: Monique Scantamburlo / Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI UFABC).
Em sua mensagem, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, recordou que a UFABC surgiu no início do século em um contexto de expansão do ensino superior brasileiro. Ele citou números das últimos 20 anos que mostram o crescimento de 500 mil para quase um milhão e meio de estudantes no sistema federal, além da progressão do total de universidades de 45 para 71, com os campi aumentando de 120 para mais de 370. “A relevância dessa expansão se observa especialmente pelo caráter inclusivo adotado pela política de cotas, que tem permitido à comunidade universitária se converter em um retrato do povo brasileiro” – avaliou o ministro.
Barchini afirmou que a UFABC é uma das universidades que mais produz ciência no Brasil, se destacando pelo caráter interdisciplinar e capacidade de cooperação internacional. Além disso, ele fez referência à dedicação da instituição às licenciaturas e lembrou que recentemente os alunos desses cursos passaram a contar com o Pé-de-Meia Licenciatura como incentivo financeiro. O ministro contou que Programa começou a funcionar no ano passado com bolsas mensais de R$ 1.050 e alcançou 19 mil inscritos em 2026.

Foto: Monique Scantamburlo / Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI UFABC).
Educação como emancipação
O presidente Lula declarou em discurso final que a UFABC foi criada para ser uma das universidades mais importantes do Brasil e que é um prazer para ele ver o novo prédio pronto. “Isto aqui é daquelas coisas que a gente sonha, que a gente imagina que é possível fazer e a gente conseguiu realizar.” Ele contou que, no início, chegou a ser questionado sobre a presença de alunos de outros estados na UFABC, mas disse entender essa característica como algo importante para a diversidade entre os estudantes. Para o presidente, o caminho é melhorar a educação preparatória para que os jovens da região ingressem no ensino superior público.
Lula fez uma comparação com a América Latina e disse que o Brasil foi o último a começar a construir universidades, a partir de 1920. “A elite política na época não via nenhum interesse em que o povo trabalhador, que mulher, estudasse. Ou seja, essa era uma concepção equivocada de que universidade era coisa para rico.” Ele também citou projetos educacionais que tiveram sucesso, como a inserção da Olimpíada de Matemática nas escolas públicas e o programa Pé-de-Meia.
Sobre a criação de novas universidades, o presidente afirmou: “Custa dinheiro? Custa. Mas quanto custa não fazer? A pergunta que nós temos que pensar é: quanto custa não construir e quanto custa o atraso de um país?” Ele descreveu a Educação como forma de independência, em especial para as mulheres, mencionado aquelas que sofrem violência ao procurar emprego, sem possuir uma formação ou por dependerem financeiramente dos parceiros. “A gente quer que as mulheres estudem para viverem com quem quiserem, e não com alguém a troco de um prato de comida ou do aluguel.

Foto: Ricardo Stuckert / PR (Palácio do Planalto)
Fotos da inauguração

Foto: Robson Mioto / Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI UFABC).
Veja mais fotos da inauguração da Unidade Tamanduatehy do Campus Santo André da Universidade Federal do ABC no Flickr do Palácio do Planalto, e no Flickr da UFABC.
Fonte: UFABC