Na última semana, a UFMG sediou o 1º Encontro Internacional de Matemática Recreativa em Língua Portuguesa, que reuniu pesquisadores e professores interessados em tornar o ensino da disciplina mais acessível e atraente para os estudantes. A programação contou com palestras, oficinas e minicursos que apresentaram metodologias baseadas em jogos, desafios e expressões culturais para facilitar a aprendizagem de conceitos matemáticos e estimular o raciocínio lógico.
O estudo Evolução dos níveis de aprendizagem na educação básica, publicado em agosto pela organização independente Todos Pela Educação, revelou que seis em cada dez estudantes concluem o ensino médio sem dominar o nível básico de matemática. Para a professora Carmen Rosa Vergara, do Departamento de Matemática da UFMG, parte das dificuldades pode estar relacionada à forma como a disciplina é ensinada nos primeiros anos escolares. Segundo ela, métodos tradicionais tendem a apresentar a matemática como um conjunto de fórmulas a serem decoradas, sem explorar a lógica e a forma de pensar envolvidas em cada conceito.
Ferramenta pedagógica
A matemática recreativa surge como ferramenta pedagógica que busca aproximar os estudantes da disciplina por meio de atividades lúdicas e desafiadoras. Jogos, quebra-cabeças, brincadeiras e manifestações artísticas podem ser utilizados para trabalhar conceitos de maneira mais concreta e, ao mesmo tempo, explorar diferentes contextos culturais.
Os origamis estão entre os recursos utilizados. Por meio de dobraduras de papel, é possível trabalhar conceitos de geometria, como linhas e ângulos, além de explorar propriedades e teoremas matemáticos. A atividade também possibilita aproximar o ensino da matemática de aspectos da cultura japonesa.
Quer saber mais sobre Matemática Recreativa? Assista à reportagem produzida pela TV UFMG. O vídeo postado no alto desta notícia apresenta duas atividades que mostram como conceitos matemáticos podem estar presentes em jogos e manifestações culturais: o Quadrado Greco-latino, que mobiliza princípios de análise combinatória, e os Desenhos Sona, figuras produzidas na areia pelo povo Chokwe, em Angola, que podem ser relacionados ao estudo de sequências numéricas.
Fonte: UFMG