
No dia 26 de janeiro, reitoras e vice-reitoras das universidades federais realizaram um encontro nacional para debater e contribuir com a construção do Protocolo de Intenções para Prevenção, Acolhimento e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres nas Universidades Federais. A iniciativa — articulada de forma interministerial entre o Ministério das Mulheres, o Ministério da Educação e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) — representa um passo importante no fortalecimento de políticas institucionais voltadas à promoção de ambientes acadêmicos seguros, inclusivos e livres de violências de gênero.

O protocolo prevê iniciativas como ações permanentes de prevenção, núcleos multidisciplinares de acolhimento, políticas institucionais de comunicação, comissões de enfrentamento à violência de gênero e observatórios de igualdade de gênero, oferta de formações continuadas e obrigatórias para toda a comunidade acadêmica, ouvidorias femininas autônomas e programas de incentivo à liderança feminina.
Discussões no âmbito da Andifes
Esses debates estão inseridos em um processo de reflexão e ação mais amplo promovido pela Andifes sobre igualdade de gênero nas universidades federais. Em janeiro de 2025, durante a 203ª Reunião do Conselho Pleno da Andifes, foi realizado o seminário “Políticas Universitárias e de Gestão para Promoção da Equidade de Gênero nas Universidades Federais”, na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Nele, reitoras e vice-reitoras compartilharam experiências, desafios e propostas para ambientes acadêmicos mais equitativos — e, a partir desse debate, construíram a Carta de Ouro Preto, que reafirma o compromisso com políticas de equidade e contra a violência de gênero nas universidades federais.
Além disso, em agosto de 2025, reitoras e vice-reitoras receberam a Ministra de Estado das Mulheres, Márcia Lopes, na sede da Andifes, em Brasília, para discutir parcerias e fortalecimento de políticas de igualdade de gênero. No encontro, foi ressaltada a importância de inserir conteúdos sobre igualdade de gênero nos currículos e de fortalecer observatórios e iniciativas que ampliem a visibilidade e o alcance de ações voltadas à equidade nas universidades federais.