Unifesspa: Em visita histórica, ministro da Educação oficializa curso de Medicina, entrega instalações e anuncia novos investimentos

Camilo Santana assina a portaria que autoriza a criação do curso de Medicina da Unifesspa – Foto: Evangelista Rocha

Pela primeira vez desde a sua criação, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) recebeu, na última sexta-feira (27), em Marabá, a visita oficial de um ministro da Educação.

A agenda histórica marcou um novo capítulo na trajetória institucional da universidade, com a autorização do curso de Medicina, a entrega de novas estruturas acadêmicas e o anúncio de investimentos estratégicos para consolidação da infraestrutura multicampi.

A presença do titular do Ministério da Educação integra a agenda institucional do MEC voltada ao acompanhamento de investimentos e ações nas universidades federais, incluindo iniciativas relacionadas à expansão e consolidação do ensino superior público na região Sul e Sudeste do Pará. Além disso, simboliza o reconhecimento da importância estratégica da Unifesspa para a interiorização do ensino superior público na Amazônia e para o desenvolvimento do Sul e Sudeste do Pará.

Durante a cerimônia, o ministro ressaltou a importância das universidades públicas na produção de conhecimento e no avanço do país. “A universidade faz extensão, faz pesquisa. É ela que desenvolve e descobre ferramentas ou soluções para a saúde, para a mineração, para o petróleo, para a infraestrutura”, afirmou Camilo Santana.

Para o reitor da Unifesspa, Francisco Ribeiro, a autorização do curso é resultado de planejamento institucional e de uma trajetória construída coletivamente. “Ao fortalecer as universidades, o governo federal reafirma que a ciência, a tecnologia e a formação de pessoas são pilares estratégicos para o país”, destacou o reitor.

Autorização do curso de Medicina – Bastante ansiada pela região, o ponto alto da agenda foi a assinatura da portaria de autorização do curso de Medicina, que será ofertado no Campus Marabá e vinculado ao Instituto de Estudos em Saúde e Biológicas (IESB).

A autorização representa a consolidação de um processo iniciado ainda em 2013 e 2014, quando a universidade recebeu as primeiras visitas da Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas (Camem), vinculada ao MEC. Desde então, a Unifesspa estruturou de forma gradual e estratégica suas bases acadêmicas, pedagógicas e de infraestrutura.

A partir de outubro de 2023, o acompanhamento foi intensificado, com monitoramento mensal da Camem, três visitas presenciais in loco e avaliações técnicas detalhadas. Os relatórios emitidos atestaram que a universidade reúne as condições necessárias para a oferta do curso, culminando na aprovação da proposta pedagógica e, agora, na emissão da portaria ministerial.

O curso ofertará 30 vagas anuais. A previsão é que o primeiro processo seletivo ocorra em 2026, com ingresso da turma inaugural em 2027.

No âmbito do corpo docente, foram realizadas provas de concurso público para 17 vagas efetivas. Cerca de 85% dos docentes aprovados são oriundos da própria região, fortalecendo a interiorização da formação médica e o compromisso com o desenvolvimento regional. A iniciativa responde a uma demanda histórica por mais médicos no interior da Amazônia e contribuirá para a formação de profissionais que compreendam as realidades locais, inclusive médicos indígenas e quilombolas.

Entrega de obras e investimentos do Novo PAC – A agenda incluiu ainda a inauguração simbólica do bloco multiuso do Campus Santana do Araguaia, com investimento de R$ 1,7 milhão do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). O espaço atenderá o Instituto de Engenharias do Araguaia, com cinco salas de aula, dois laboratórios, laboratório de informática, biblioteca, miniauditório, salas administrativas e estrutura acessível, totalizando 1,6 mil metros quadrados.

Em Marabá, o ministro também visitou as obras do prédio do Instituto de Ciências Humanas (ICH), na Unidade III (Cidade Universitária). A obra conta com recursos de R$ 5,5 milhões do Novo PAC e terá auditório, gabinetes, secretarias, salas de aula, laboratórios, estacionamento, arborização e passarela coberta, somando 2,8 mil metros quadrados de área construída.

Também foi assinada a ordem de serviço para a conclusão da obra remanescente do Restaurante Universitário do Campus Marabá, Unidade II. Paralisada durante a pandemia de Covid-19, a construção será finalizada com investimento total de R$ 5,7 milhões provenientes de recursos próprios da Unifesspa. O espaço terá 1,3 mil metros quadrados e capacidade para mil refeições por dia em um turno, fortalecendo as políticas de permanência estudantil.

Ao todo, os investimentos destinados à universidade somam R$ 21,7 milhões no âmbito do Novo PAC.

Participação de autoridades – Com auditório lotado, a solenidade reuniu autoridades acadêmicas, políticas e representantes da sociedade civil. Estiveram presentes o reitor Francisco Ribeiro; a vice-reitora Lucélia Cavalcante; o prefeito de Marabá, Toni Cunha; vereadores; o secretário de Governo João Chamon, representando o governador do Estado; o deputado federal Airton Faleiro; prefeitos de municípios vizinhos; diretores de institutos; professores da rede básica; além de autoridades locais e membros da sociedade civil.

Unifesspa: universidade estratégica para a região – Criada pela Lei nº 12.824/2013, a Unifesspa possui cinco campi — Marabá (sede), Xinguara, Santana do Araguaia, Rondon do Pará e São Félix do Xingu. Atualmente, oferta 43 cursos de graduação para cerca de 5,2 mil estudantes e mantém 21 programas de pós-graduação com 588 discentes matriculados. Seu quadro profissional é composto por 439 docentes e 362 técnicos.

“A visita do ministro da Educação consolida um momento histórico para a instituição. Mais do que a entrega de obras e a autorização de um novo curso, a agenda simboliza o reconhecimento de uma universidade jovem, mas já consolidada como referência no interior da Amazônia e protagonista na promoção do desenvolvimento científico, social e econômico da região”, pontuou o reitor Francisco Ribeiro.

Fonte: Unifesspa