
A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) realizou um ato simbólico de instalação do Banco Vermelho, um símbolo de combate a violência contra as mulheres, nesta segunda-feira, 9, no campus Belém. O ato ocorreu no Restaurante Universitário e os presentes puderam compreender mais sobre as ações que a Ufra realiza junto ao movimento internacional do Banco Vermelho. Essa ação ocorre em todos os campi da universidade.
A Ufra soma formas com outras universidades públicas federais ligadas à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que aderiram a campanha em busca de conscientizar, acolher e dar assistência às vítimas de violências verbal, física, psicológica, estrutural, entre outras violências que ferem a integridade plena da mulher em sociedade.
A reitora pro tempore da Ufra, Janae Gonçalves, destacou o quanto é importante e os impactos dessa ação no espaço universitário. “Esse é um movimento internacional de combate ao feminicídio, a violência contra as mulheres e, por meio de um banco vermelho. Vermelho porque representa o ataque, as agressões às mulheres, e isso demonstra o quanto precisamos agir em prol dessas vítimas”, afirmou.

A Ufra dispõe de diversos serviços de assistência social para a comunidade acadêmica. Com a aderência a campanha internacional, haverá uma intensificação das ações voltadas para as mulheres, como forma de acolher e proporcionar qualidade de vida para aquelas que já passaram por algum tipo de violência.
Para a pró-reitora de Assuntos Estudantis da Ufra, Laura Gomes, o movimento é fundamental e necessário para a instituição. “Em decorrência dos números alarmantes que temos de violências contras as mulheres no país e no nosso estado, mobilizarmos nossa comunidade para refletir sobre essa causa e dizer que temos ações para apoiar e oferecer assistência para toda a comunidade acadêmica, para mulheres que já sofreram com a violência moral, institucional, de gênero e sexual. A Proaes, junto a DSQV, estamos voltados a combater essa prática”, disse.
O Banco Vermelho, além da representação simbólica e do compromisso com as mulheres da universidade, representa também uma política pública de combate à violência. Que é construída a partir da coletividade e, principalmente, com base em dados que são coletados para entender mais sobre a violência contra as mulheres. Segundo Laura Gomes, a partir de abril serão feitos estudos junto às alunas que recebem assistências da pró-reitoria, com objetivo de buscar ações para a construção de uma política de combate a violência de gênero.

Uma das assistências essenciais para as vítimas de violências é o acompanhamento psicológico, pois muitos traumas precisam ser tratados junto aos profissionais da área. Para que se tenha uma aderência positiva das ações é essencial a divulgação dessas ações, segundo a pró-reitora. “Nós temos mobilizados nossa equipe para sempre intensificar as divulgações das nossas ações para a comunidade, realizamos diversas palestras, campanhas, vamos diretamente nas salas de aulas conversar diretamente com as alunas. É uma forma de transmitir confiança e segurança diante de um assunto tão delicado, mas que precisa ser combatido”, pontuou.
Em casos de violência contra a mulher, a denúncia pode ser realizada por meio da Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, serviço nacional gratuito que funciona 24 horas. Na universidade, o acolhimento e o encaminhamento dessas situações também podem ser feitos pela equipe da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da Ufra, responsável pelo atendimento e apoio à comunidade acadêmica.
Texto e fotos: Gabriel Mendonça, estagiário de Jornalismo
Sob supervisão de Bruno Chaves, jornalista, Ascom Ufra