Localizado no BH-TEC, prédio recebeu a visita da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e de autoridades do governo de Minas, parceiros da UFMG no empreendimento

A UFMG, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o governo de Minas Gerais inauguraram, nesta segunda-feira, dia 16, as obras da primeira etapa do Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), que está sendo erguido no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC). O ato, que contou com a presença da reitora Sandra Goulart Almeida, da ministra Luciana Barbosa de Oliveira Santos, do MCTI, e de autoridades estaduais e da Universidade, foi marcado por uma cerimônia no prédio institucional do BH-TEC e por uma visita ao prédio em construção.
Nessa primeira fase da obra, que teve início em 2022, foram realizadas a preparação do terreno e a construção da estrutura principal do edifício, com fundações profundas, muros de contenção, reservatórios, alvenaria e reboco. Na segunda etapa, que está se iniciando, serão feitos trabalhos de impermeabilização, instalação de esquadrias, acabamento e paisagismo, além de todas as atividades relacionadas às instalações prediais e farmacêuticas.
Terminada essa segunda etapa, o CNVacinas estará, em tese, pronto para entrar em funcionamento. A terceira e última fase compreenderá os trabalhos de qualificação e certificação dos ambientes controlados, com ensaios e vistorias, para que as atividades possam ser iniciadas com segurança e em conformidade com os critérios técnicos aplicáveis.

Projeto de Estado‘
O CNVacinas é o resultado de um convênio assinado em dezembro de 2021 pela UFMG, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – que aportou R$ 50 milhões no projeto – e pelo Governo do Estado de Minas Gerais, responsável por mais R$ 30 milhões em aportes. O complexo projetado para abrigar o Centro totaliza 8.670,30 metros quadrados de área construída, em um terreno de 4.639,78 metros quadrados.
A edificação de seis andares é composta de três blocos interligados. No primeiro estarão os laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e o biotério. No segundo, funcionarão as atividades administrativas e os gabinetes de trabalho dos pesquisadores. O terceiro bloco, por sua vez, abrigará a planta de produção piloto dos produtos desenvolvidos na instituição.
“Este é um projeto do qual a gente se orgulha muito – não apenas pelo que representa em si mesmo, mas também pelo fato de ele ser o resultado das várias parcerias estratégicas que fizemos, nas esferas municipal, estadual e federal. O CNVacinas é um projeto coletivo, resultado do trabalho de várias instâncias em prol do país; é um projeto de Estado”, afirmou a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, em seu pronunciamento.

Nesse contexto, Sandra Goulart fez questão de demarcar a universidade brasileira como instituição a serviço do país e da sociedade. “Hoje, 90% da pesquisa do país é realizada nas instituições públicas – 70%, nas universidades federais. Esse é um dado impressionante”, exemplificou. “E o CNVacinas, de sua parte, coloca Minas no centro do processo nacional de produção de vacinas, alinhado ao trabalho inestimável que já vem sendo feito em São Paulo e no Rio de Janeiro. Isso não é pouca coisa. A gente se orgulha muito de fazer parte dessa história”, disse.
Seguindo a mesma linha, a ministra Luciana Santos destacou a UFMG como uma universidade que compõe “de maneira robusta” o sistema nacional de ciência e tecnologia, coordenado pelo ministério que dirige. “É uma alegria muito grande estar aqui mais uma vez, em Belo Horizonte, para celebrar esses dois marcos que simbolizam não só o presente, mas principalmente o futuro da ciência brasileira”, disse. Por “dois marcos”, a ministra referia-se ao mesmo tempo aos dez anos do CTVacinas – estrutura de pesquisa que está na origem do CNVacinas – e à conclusão da primeira etapa da obra.
“Aqui, estamos falando de um projeto estratégico para o país, que fortalece nossa capacidade científica e tecnológica em uma área essencial para o nosso desenvolvimento e para o cuidado com a nossa gente, o nosso povo. O Centro Nacional de Vacinas representa um novo patamar para a ciência brasileira, ao integrar pesquisa, desenvolvimento e produção-piloto de imunizantes, transformando conhecimento científico em soluções concretas para a saúde pública”, afirmou. Multiusuário, o prédio do CNVacinas também contará com área para laboratórios de empresas parceiras, startups e spin-offs.
