A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) realizou, ao longo da semana, uma série de agendas institucionais voltadas ao fortalecimento do sistema federal de ensino, à ampliação da cooperação acadêmica e à promoção de ações de inclusão e formação em diferentes áreas.
Cooperação internacional para formação em língua espanhola
A Andifes, representada pelo presidente José Geraldo Ticianeli (UFRR), recebeu a conselheira de Educação da Embaixada da Espanha no Brasil, Yolanda Rodríguez, para discutir possibilidades de cooperação acadêmica voltadas à formação em língua espanhola no país.

A proposta em debate prevê a construção de acordos institucionais para ampliar a formação docente, com foco na oferta de habilitação complementar em espanhol para professores da educação básica. Nesse modelo, as universidades federais atuariam em parceria com o Instituto Cervantes, organismo oficial do governo espanhol para a promoção da língua e da cultura hispânicas.

Diálogo com o MEC sobre organização e eficiência do sistema federal
Em reuniões no Ministério da Educação (MEC), o presidente da Andifes tratou temas estratégicos relacionados ao fortalecimento e à organização do sistema federal de ensino.

Em encontro com o secretário-adjunto do MEC, Rodolfo Cabral, foram discutidos aspectos relacionados à tramitação de proposta legislativa que transforma os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) em universidades federais.

Em outra agenda, a associação reuniu-se com a subsecretária de Gestão Administrativa do MEC, Jussara Cardoso, para tratar da construção de um projeto piloto de compras compartilhadas e de soluções tecnológicas. A iniciativa busca ampliar a eficiência administrativa e fortalecer a integração entre as instituições federais.
Inclusão e formação no esporte universitário
A Andifes também recebeu o coordenador do Programa Educação Paralímpica do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), David Farias Costa, para discutir ações de formação, inclusão e ampliação do acesso ao esporte por meio das universidades federais.

Foram debatidas estratégias para fortalecer a participação de pessoas com deficiência nas práticas esportivas, ampliando o papel social das universidades públicas na promoção da inclusão. Segundo o coordenador, a iniciativa vai além da formação de atletas de alto rendimento, buscando democratizar o acesso ao esporte.
“As universidades públicas exercem um papel muito diferenciado nesse sentido. A presença da universidade sempre fez parte desse processo, inclusive com a educação física como área pioneira na inclusão nos esportes”, destacou.
O encontro também abordou a possibilidade de parceria na oferta de cursos assíncronos de formação, voltados à capacitação de profissionais e estudantes.