
Autores
Diana Araujo Pereira, Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e Francisco Ribeiro da Costa, Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa)
Publicado em: The Conversation
Quando líderes universitários de 17 países se reuniram no 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, em Foz do Iguaçu, no fim de junho de 2026, o objetivo não era apenas discutir mobilidade acadêmica ou firmar novos acordos de cooperação. O encontro representou um esforço para reposicionar as universidades públicas latino-americanas diante de um cenário marcado por mudanças geopolíticas, transformação tecnológica acelerada, crise climática e disputas crescentes pelo domínio do conhecimento científico.
Ao longo de dois dias, reitoras, reitores, representantes de organismos internacionais, dirigentes de associações universitárias e autoridades governamentais convergiram em torno de uma ideia central: nenhum país da América Latina e do Caribe conseguirá responder, isoladamente, aos desafios impostos pela inteligência artificial, pela transição energética, pelas mudanças climáticas, pela segurança alimentar ou pela crescente competição global por ciência, tecnologia e inovação.
Esse consenso ajuda a explicar por que a integração universitária voltou ao centro da agenda política regional. Mais do que ampliar intercâmbios estudantis, trata-se de construir uma capacidade coletiva de produzir conhecimento, formar recursos humanos altamente qualificados e desenvolver soluções para problemas compartilhados. Nesse contexto, as universidades deixam de ser vistas apenas como instituições de ensino profissionalizante para ocupar um papel estratégico na construção de uma agenda de desenvolvimento baseada no conhecimento.
Por quê a integração universitária voltou ao centro da agenda?
A América Latina possui uma longa tradição de cooperação universitária. Desde a Reforma de Córdoba, em 1918, passando pelas Conferências Regionais de Educação Superior realizadas em Havana, Cartagena, Córdoba e Brasília, consolidou-se uma visão segundo a qual a educação superior constitui um direito humano, um bem público e uma responsabilidade do Estado. Essa concepção diferencia a região de modelos que tratam o ensino superior predominantemente como um serviço de mercado.
Entretanto, durante as últimas décadas, a cooperação regional avançou de forma desigual. Embora tenham surgido importantes redes acadêmicas e científicas, como a Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM), a União de Universidades da América Latina e do Caribe (UDUALC) e diversos programas de mobilidade, a integração ainda permaneceu fragmentada e frequentemente dependente de iniciativas isoladas de governos ou instituições.
O cenário internacional atual contribui para modificar essa realidade. A intensificação da competição tecnológica entre grandes potências, a reorganização das cadeias globais de produção, a corrida por minerais estratégicos, os impactos das mudanças climáticas e a rápida expansão da inteligência artificial ampliaram o reconhecimento de que o conhecimento científico tornou-se um dos principais ativos geopolíticos do século XXI.
Foi justamente essa percepção que atravessou praticamente todas as intervenções realizadas no Fórum. Diversos palestrantes defenderam que universidades públicas não podem ser compreendidas apenas como espaços de formação profissional. Elas devem ser reconhecidas como instituições responsáveis pela produção de conhecimento estratégico, pela inovação tecnológica, pela formação de capacidades estatais e pela consolidação da democracia.
Essa mudança de perspectiva aparece de maneira particularmente clara quando os debates deixam de enfatizar exclusivamente a internacionalização tradicional normalmente baseada em convênios bilaterais e intercâmbios individuais para defender mecanismos permanentes de cooperação regional capazes de articular infraestrutura científica, laboratórios, pesquisadores e programas conjuntos de pós-graduação.
Outro aspecto recorrente foi a defesa da autonomia universitária como condição indispensável para o desenvolvimento científico. Diversos representantes alertaram que ataques às universidades, restrições orçamentárias e tentativas de enfraquecimento das instituições públicas não representam apenas problemas nacionais; comprometem também a capacidade da região de produzir conhecimento próprio e reduzir sua dependência tecnológica.
Ao mesmo tempo, a discussão deslocou o foco da simples expansão do acesso ao ensino superior para questões relacionadas à permanência estudantil, à inclusão social, à saúde mental, à transformação digital e à qualidade da formação. Em uma região marcada por profundas desigualdades, ampliar matrículas continua sendo importante, mas já não é suficiente. O desafio passa a ser garantir condições para que estudantes concluam sua formação e participem plenamente da produção científica e tecnológica.
Neste sentido, a integração regional deixa de ser compreendida como mero processo de mercado, para tornar-se parte de uma política estratégica, cujo objetivo é ampliar capacidades institucionais. Compartilhar infraestrutura científica, construir redes de pesquisa, desenvolver plataformas comuns de inovação e fortalecer programas de mobilidade tornam-se instrumentos para aumentar a competitividade internacional da ciência produzida na América Latina para a América Latina.
Da internacionalização à diplomacia educacional
A escolha da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu, como sede do I Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe foi, por si só, bastante significativa. Criada em 2010 com a missão de formar recursos humanos para a integração acadêmica, científica e cultural entre os países latino-americanos e caribenhos, a UNILA constitui a principal experiência brasileira de internacionalização concebida desde sua origem como política pública de integração regional. Sua lei de criação e sua estrutura acadêmica refletem esse propósito: metade das vagas de graduação é destinada a estudantes internacionais dos demais países da América Latina e do Caribe. A universidade reúne, atualmente, estudantes de trinta nacionalidades, tornando-se uma das instituições de ensino superior mais internacionalizadas do Brasil.
Durante o Forum, ao receber representantes de universidades de 17 países, a UNILA deixou de ser apenas o palco do encontro para reafirmar sua vocação como espaço permanente de diálogo, cooperação e construção de uma identidade latino-americana baseada na produção compartilhada do conhecimento.
Durante muito tempo, a internacionalização das universidades latino-americanas foi medida principalmente pelo número de acordos assinados, estudantes enviados ao exterior ou publicações produzidas em colaboração com instituições de países desenvolvidos.
Essa lógica, embora tenha produzido resultados importantes, revelou limitações. Em muitos casos, as relações permaneceram assimétricas, concentradas em poucos países e pouco conectadas às necessidades sociais e econômicas da própria região.
No Fórum, emergiu uma concepção distinta de internacionalização. Em vez de reproduzir fluxos predominantemente orientados para o Norte Global, diversos participantes defenderam uma internacionalização horizontal, baseada na cooperação Sul-Sul, na construção compartilhada do conhecimento e no fortalecimento das capacidades científicas latino-americanas.
Essa mudança também se expressa no conceito de diplomacia educacional. Embora ainda relativamente recente, tal conceito visa descrever a capacidade das instituições de educação superior e tecnológica de cumprirem um papel relevante na aproximação entre países, na formulação de políticas públicas e no enfrentamento dos desafios comuns que ultrapassam as fronteiras nacionais.
Sob essa perspectiva, universidades e institutos federais assumem papel ativo na formulação de agendas internacionais relacionadas ao clima, biodiversidade, saúde pública, segurança alimentar, energia, inteligência artificial e desenvolvimento sustentável, como produtores de conhecimento em rede, coerentes com as necessidades do território.
Nesse contexto, iniciativas voltadas à ampliação da mobilidade acadêmica, criação de redes internacionais de pesquisa, fortalecimento da cooperação científica e compartilhamento de infraestrutura passam a ser compreendidas não apenas como políticas educacionais, mas como instrumentos capazes de ampliar a soberania científica da região.
Talvez a proposta mais representativa desta nova agenda tenha sido a apresentação da Agência Regional do Conhecimento (ARCO), pelo Espaço Latino-Americano e Caribenho de Educação Superior (ENLACES), uma organização internacional desenhada para articular, integrar e representar o ensino superior em toda a vasta diversidade que compõem a região latino-americana e caribenha.
Mencionada por primeira vez durante a Conferência Regional de Educação Superior (CRES+5) e recentemente incluída na “Hoja de Ruta Regional CELAC en Educación Superior, derivada de la Declaración Ministerial y de Altas Autoridades CELAC de Educación Superior, Cartagena de Indias, octubre 2025”, a Agência Regional do Conhecimento (ARCO), foi apresentada como um mecanismo voltado ao financiamento de pesquisas colaborativas em áreas consideradas estratégicas para o futuro da América Latina, incluindo biodiversidade, transição energética, saúde, combate à fome e redução das desigualdades. A ARCO visa promover uma plataforma científica colaborativa e solidária, a partir de mecanismos próprios de financiamento e coordenação científica, com o objetivo de reduzir a dependência às agendas externas, além de fortalecer uma produção de conhecimento orientada às necessidades da região.
A mudança de paradigma talvez possa ser resumida em uma ideia recorrente ao longo do Fórum: internacionalizar a educação superior já não significa apenas conectar universidades ao mundo. Significa, sobretudo, fortalecer a capacidade da América Latina de produzir ciência em rede, formular soluções para seus próprios desafios e participar de forma mais equilibrada e, portanto, menos assimétrica, da construção do conhecimento global.
Universidades, desenvolvimento e soberania
Ao longo das últimas décadas, a relação entre universidades e desenvolvimento econômico passou por uma transformação profunda. Se antes a educação superior era vista principalmente como espaço de formação de profissionais, hoje ela é reconhecida como elemento central das estratégias em prol da inovação e da cidadania voltadas à defesa da democracia e da soberania nacional.
Essa mudança é particularmente evidente em países que conseguiram transformar investimentos em ciência em ganhos econômicos e tecnológicos. A experiência de economias asiáticas demonstra que universidades articuladas com políticas industriais, sistemas nacionais de inovação e planejamento estatal podem impulsionar setores estratégicos, ampliar a produtividade e reduzir a dependência tecnológica.
Na América Latina, entretanto, esse processo ocorreu de forma desigual. Embora a região tenha ampliado significativamente o acesso ao ensino superior e produzido importantes avanços científicos, ainda enfrenta limitações estruturais relacionadas ao baixo investimento em pesquisa e desenvolvimento, à fragmentação dos sistemas científicos nacionais e à reduzida integração entre universidades, governos e setor produtivo.
Estes desafios apareceram de forma recorrente nas discussões do Fórum. Diversas dirigentes destacaram que o desenvolvimento regional exige muito mais do que crescimento econômico. Requer capacidade científica própria, formação de recursos humanos altamente qualificados, inovação social e tecnológica, fortalecimento institucional e produção de soluções adaptadas às realidades latino-americanas e caribenhas.
Nesse contexto, a soberania científica precisa ir muito além da mera capacidade de produzir artigos científicos. Ela passou a envolver a possibilidade de definir agendas próprias de pesquisa, desenvolver tecnologias estratégicas, preservar a biodiversidade, agregar valor aos recursos naturais e reduzir a dependência de plataformas, equipamentos e conhecimentos produzidos fora da região.
Essa preocupação apareceu em diferentes intervenções durante o encontro. Representantes de universidades mexicanas defenderam políticas voltadas ao desenvolvimento de semicondutores e veículos elétricos. Instituições colombianas enfatizaram a necessidade de incorporar inteligência artificial aos currículos universitários. Universidades cubanas apresentaram a experiência da produção nacional de vacinas durante a pandemia como exemplo da importância de sistemas científicos robustos e articulados às necessidades da sociedade.
Outro aspecto marcante foi a ampliação do conceito de inovação. Em vez de restringi-lo ao desenvolvimento tecnológico, diversas participantes defenderam uma visão mais abrangente, que incluía inovação social, fortalecimento das políticas públicas, redução das desigualdades e melhoria das condições de vida da população.
Essa perspectiva é particularmente relevante para uma região que concentra uma das maiores biodiversidades do planeta, enormes reservas de minerais críticos para a transição energética e profundas desigualdades sociais. A capacidade de transformar estes ativos em desenvolvimento sustentável dependerá, em grande medida, da existência de universidades capazes de produzir conhecimento científico conectado aos desafios de seus territórios.
Não por acaso, biodiversidade, transição energética, segurança alimentar, saúde pública, inteligência artificial e mudanças climáticas apareceram entre as prioridades para a cooperação científica regional. Estes temas extrapolam fronteiras nacionais e exigem respostas construídas por meio de redes internacionais de pesquisa, compartilhamento de infraestrutura científica e circulação de pesquisadores e pesquisadoras.
Sob esta perspectiva, a universidade pública deixa de ocupar uma posição periférica nas estratégias nacionais de desenvolvimento e passa a ser reconhecida como infraestrutura essencial para a construção de economias baseadas no conhecimento.
Os desafios da integração regional
O consenso construído durante o Fórum não elimina os obstáculos para transformar essa agenda em realidade. Pelo contrário, as discussões evidenciaram que a integração universitária latino-americana enfrenta desafios institucionais, financeiros e políticos consideráveis.
O primeiro deles diz respeito ao financiamento. Embora praticamente todos e todas os/as participantes tenham reafirmado a importância da educação superior pública, também reconheceram que diversas universidades convivem com restrições orçamentárias que dificultam investimentos em laboratórios, permanência estudantil, internacionalização e pesquisa de longo prazo.
Outro desafio se refere à burocracia existente entre os sistemas nacionais de ensino superior. Diferenças regulatórias relacionadas ao reconhecimento de diplomas, mobilidade acadêmica, certificação profissional e financiamento de projetos internacionais continuam limitando a construção de programas efetivamente integrados.
Também ganharam destaque as dificuldades relacionadas à permanência estudantil. Ampliar o acesso à universidade representa um avanço importante, mas não garante, por si só, a democratização da educação superior. Permanência, alimentação, moradia, transporte, inclusão digital e saúde mental passaram a ser compreendidos como componentes estruturantes da qualidade universitária, especialmente em sociedades marcadas por profundas desigualdades sociais.
Outro aspecto recorrente foi a preocupação com a transformação digital. A rápida expansão da inteligência artificial, das plataformas digitais e da automação exige reformas curriculares, novos modelos de formação profissional e maior capacidade de adaptação institucional. Ao mesmo tempo, diversos participantes alertaram para o risco de manutenção da região como mera consumidora de tecnologias produzidas em outros países.
A defesa da autonomia universitária constituiu outro eixo central das discussões. Representantes de diferentes países relataram experiências recentes envolvendo restrições ao financiamento, tentativas de interferência política e campanhas de deslegitimação das universidades públicas. Embora estas situações apresentem características distintas em cada contexto nacional, o diagnóstico compartilhado foi que a autonomia acadêmica permanece condição indispensável para o avanço da ciência e da inovação.
Esses desafios ajudam a explicar por que a cooperação regional foi apresentada não como alternativa opcional, mas como necessidade estratégica. Compartilhar infraestrutura científica, desenvolver projetos conjuntos, fortalecer redes de pesquisa e ampliar a circulação de pesquisadores e pesquisadoras são mecanismos capazes de reduzir custos, ampliar capacidades institucionais e aumentar a competitividade internacional da ciência produzida na região.
A Carta de Foz do Iguaçu: um novo pacto para a educação superior
Ao final do encontro, as discussões convergiram para a aprovação da Carta de Foz do Iguaçu, documento que sintetiza os principais consensos construídos durante o Fórum e estabelece diretrizes para fortalecer a cooperação universitária latino-americana e caribenha nos próximos anos.
A Carta reafirma princípios históricos da educação superior na região ao reconhecer que a universidade constitui um direito humano, um bem público e uma responsabilidade do Estado. Também reforça o compromisso com a autonomia universitária e expressa a convicção de uma liberdade acadêmica coerente com as necessidades do território, além da defesa de um financiamento público adequado à produção científica comprometida com o desenvolvimento sustentável.
Mais do que uma declaração de intenções, o documento procura estabelecer uma agenda de ação baseada no fortalecimento das redes de pesquisa, da mobilidade acadêmica, da cooperação científica e do compartilhamento de infraestrutura entre instituições da América Latina e do Caribe. Ao mesmo tempo, manifesta preocupação com ataques à democracia, à ciência, aos direitos humanos e à autonomia universitária, entendendo que esses elementos são indissociáveis da produção do conhecimento.
Outro aspecto relevante é a defesa explícita de políticas voltadas à inclusão e à justiça social. A Carta reconhece que ampliar o acesso ao ensino superior não basta; é necessário garantir condições efetivas para permanência, conclusão dos cursos e participação plena de grupos historicamente excluídos.
O documento também reafirma compromissos assumidos nas Conferências Regionais de Educação Superior, realizadas desde a década de 1990, indicando continuidade entre a tradição latino-americana de defesa da educação pública e os novos desafios colocados pela transformação digital, pela emergência climática e pela reorganização da economia global.
Embora seu impacto dependa da implementação concreta das propostas apresentadas, a Carta sinaliza uma mudança importante: a integração universitária deixa de ser entendida apenas como política acadêmica e passa a ocupar espaço estratégico nas discussões sobre desenvolvimento, soberania científica e inserção internacional da América Latina.
Conclusão
O I Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe ocorreu em um momento particularmente significativo da história regional. Em um cenário internacional marcado por crescente competição tecnológica, mudanças geopolíticas e desafios ambientais de escala global, o encontro evidenciou uma percepção compartilhada: o conhecimento tornou-se um dos principais fatores de poder das nações.
Assim, fortalecer universidades públicas, ampliar a cooperação científica e construir mecanismos permanentes de integração educacional deixam de representar objetivos exclusivamente acadêmicos. Passam a constituir componentes essenciais de uma estratégia voltada ao desenvolvimento sustentável, à redução das desigualdades e à construção de maior autonomia tecnológica.
Naturalmente, permanecem desafios importantes. A distância entre consensos políticos e sua implementação efetiva costuma ser grande, especialmente em uma região caracterizada por instabilidade econômica, restrições fiscais e mudanças frequentes nas prioridades governamentais. Além disso, a consolidação de uma agenda regional dependerá da capacidade das instituições de transformar declarações em programas permanentes de mobilidade, financiamento, pesquisa colaborativa e inovação.
Ainda assim, o principal legado do Fórum talvez não esteja nos acordos assinados ou nas propostas apresentadas, mas na redefinição do papel atribuído às universidades latino-americanas e caribenhas. Ao longo das discussões, consolidou-se a ideia de que produzir conhecimento, formar pessoas e gerar inovação não são atividades isoladas da vida política e econômica da região. São, cada vez mais, condições para que a América Latina e o Caribe possam construir respostas próprias aos desafios do século XXI.
Em um mundo em que ciência, tecnologia e inovação se tornaram dimensões centrais da soberania dos Estados, a integração universitária deixa de ser apenas uma aspiração acadêmica. Ela passa a representar uma estratégia para ampliar a capacidade da região de compreender seus problemas, formular soluções e participar, em condições mais equilibradas e menos assimétricas, da construção do conhecimento global.