UFPI e a Patrulha Maria da Penha avançam no planejamento de ações para combater a violência de gênero na Universidade

A Universidade Federal do Piauí (UFPI), por meio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC) e do Comitê de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação da UFPI, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí (SSP-PI), avança nas tratativas para definir a atuação da Patrulha Maria da Penha no campus.

Reunião discutiu mapeamento de áreas e horários de circulação, atuação preventiva da patrulha e integração com a segurança institucional da UFPI

A Universidade Federal do Piauí (UFPI), por meio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC) e do Comitê de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação da UFPI, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí (SSP-PI), avança nas tratativas para definir a atuação da Patrulha Maria da Penha no campus. A iniciativa busca ampliar as ações de prevenção e proteção às mulheres da comunidade universitária.

A discussão ocorreu nesta quarta-feira (30) e teve como foco o planejamento da atuação da Patrulha Maria da Penha na instituição. Entre os pontos discutidos estão o mapeamento dos locais de circulação, a identificação dos horários de maior movimentação e vulnerabilidade e a definição das vias que poderão ser utilizadas pela patrulha durante o atendimento e o patrulhamento preventivo.

Reitora Nadir Nogueira

Para a reitora da UFPI, Nadir Nogueira, a chegada da Patrulha Maria da Penha amplia as ações que já vêm sendo desenvolvidas pela Universidade para fortalecer a proteção das mulheres. Além  dessa iniciativa, já foi implementada a Sala Lilás, realizada em parceria com a Secretaria de Segurança Pública.

“Nós pretendemos trazer a Patrulha Maria da Penha para circular dentro do campus da Universidade Federal do Piauí, considerando que ela tem uma ação preventiva e de proteção às mulheres. Então, nós assumimos esse compromisso e criamos um comitê de proteção e de enfrentamento à violência contra a mulher. Na nossa gestão, temos assegurado o trabalho desse comitê para buscar alternativas que possam, cada vez mais, ampliar ações que garantam a segurança da comunidade universitária e, hoje, especificamente nessa pauta, a segurança das mulheres”, destacou.

Além das ações de segurança, durante a reunião foi discutido o uso de recursos tecnológicos desenvolvidos na UFPI. A reitora mencionou iniciativas apresentadas no StartUFPI, evento que reúne estudantes e professores para desenvolver soluções voltadas a problemas da Universidade e do Estado. Entre as propostas está o desenvolvimento de totens e dispositivos de emergência em pontos estratégicos do campus. Os equipamentos funcionam como botões de acionamento rápido interligados ao sistema de segurança pública do Estado, permitindo que uma pessoa em situação de ameaça envie uma solicitação de atendimento acompanhada de sua localização em tempo real.

Superintendente de Cidadania e Defesa Social da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, Brenda Alves de Carvalho

De acordo com a superintendente de Cidadania e Defesa Social da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, Brenda Alves de Carvalho, a reunião representa uma etapa inicial para definir os pontos e as condições de atuação da patrulha dentro da UFPI.

“Após esse diálogo, a gente continua conversando para iniciar a elaboração de um protocolo de atuação específica dentro da Universidade Federal, que envolve a atuação da Patrulha Maria da Penha, juntamente com o Conselho de Segurança da Universidade Federal”, pontuou.

A atuação da patrulha será construída em conjunto com a estrutura de segurança já existente na UFPI. A intenção é estabelecer procedimentos tanto para ações preventivas quanto para situações que exijam intervenção. Dessa forma, o planejamento busca definir a comunicação entre as equipes, os locais que receberão maior atenção e os encaminhamentos em situações de violência contra as mulheres.

Coordenador da COIDEIA, Fábio Abreu dos Passos

O coordenador de Inclusão, Diversidade, Equidade e Acessibilidade (COIDEA), representando a PRAEC, Fábio Abreu dos Passos, destacou que a iniciativa dá continuidade aos diálogos realizados anteriormente com a comunidade universitária sobre a necessidade de ampliar a segurança das mulheres na Instituição. Segundo ele, a próxima etapa é definir como a Patrulha Maria da Penha atuará efetivamente no campus.

“A importância da reunião hoje foi exatamente começar a materializar essa ação da Patrulha Maria da Penha dentro da instituição. Nós já tivemos anteriormente um diálogo com a comunidade, demonstrando a importância da Patrulha dentro da instituição. Já tínhamos feito uma consulta e chegamos à conclusão da necessidade de haver a Patrulha aqui no interior da instituição. Então, agora é começar a construir esse protocolo, definir os horários em que essa patrulha vai estar atuando ou circulando na instituição, para que, caso seja necessária, uma intervenção da Patrulha Maria da Penha aconteça”, pontuou.

A partir desse planejamento, a Universidade deverá identificar os pontos que demandam maior atenção dentro do campus, considerando os diferentes fluxos de circulação ao longo do dia. A análise também poderá orientar a presença da patrulha em horários de maior movimentação, especialmente nos períodos de saída das aulas e de deslocamento da comunidade acadêmica para os pontos de ônibus.

Além do efetivo de segurança, a Universidade conta com câmeras de monitoramento utilizadas para acompanhar a movimentação no campus e auxiliar as equipes em situações que necessitem de resposta. A integração desses recursos com a atuação da patrulha está entre os aspectos considerados no planejamento.

A presidente do Comitê de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação da UFPI, Marli Clementino, ressaltou que o trabalho do Comitê está organizado em três eixos: prevenção, tratamento e encaminhamento das denúncias. Nesse sentido, a atuação da patrulha deverá estar articulada às demais ações de enfrentamento à violência e ao assédio desenvolvidas pela Universidade.

O Comitê de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação da UFPI também integra as ações relacionadas ao Plano Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação (PFPEAD) nas instituições federais. A articulação entre as iniciativas de prevenção, os mecanismos de denúncia e as ações de segurança faz parte da estratégia da Universidade para fortalecer a proteção da comunidade acadêmica. Acesse também o Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação da UFPI.

A próxima etapa será dar continuidade ao planejamento conjunto entre a UFPI e a Secretaria de Segurança Pública, com a definição dos locais, horários, vias de circulação e procedimentos para a atuação da Patrulha Maria da Penha no campus.

Compareceram na reunião também, a prefeita universitária, Cristiana Leite; o chefe da Segurança da UFPI, Alberto Silva de Oliveira; o coronel da Polícia Militar do Piauí, Ronald Moura; e também participaram as representantes da Sala Lilás Janaína Bezerra, como coordenadora: Francisca Nayara Abreu Marques, assistente social: Ana Kely da Silva Braga e a psicóloga: Sara Castro de Souza. 

Fonte:UFPI