Com 8,4 milhões de inscritos, Enem tem queda de 10,7% no nº de cadastros

O número de inscritos no Enem 2015 chegou a 8.478.096, o que corresponde a uma queda de 10,7% em comparação ao número do ano passado.

Esta foi a primeira queda registrada nos últimos anos, quando o exame passou a ser principal porta de entrada para as universidades públicas do país. Em 2014, um total de 9,49 milhões de pessoas manifestaram interesse em fazer o Enem –o quantitativo foi reduzido para 8,7 milhões devido ao não pagamento da taxa.

Nesta edição, o valor da inscrição (R$ 63) pode ser pago até esta quarta-feira (10). Assim, o número divulgado nesta terça (9) pelo MEC ainda terá uma redução, como acontece em todos os anos.

Para o ministro Renato Janine (Educação), um possível motivo para a queda foi a nova regra que tenta coibir faltosos: estudantes isentos da taxa que não comparecerem nesta edição deverão desembolsar o valor da taxa no ano seguinte, como prevê o edital.

Ao mesmo tempo, Janine descartou relação entre a redução de 1 milhão de estudantes inscritos e o aumento da taxa, de R$ 35 para R$ 63. Entre 2014 e este ano, o percentual de pagantes subiu de 32,4% para 40,2% (em números absolutos, subiu de 3 milhões para 3,4 milhões).

“Não faz sentido supor que o preço é um elemento dissuasor. Isso nos conforta muito. Porque quando você aumenta () sempre fica preocupado se se gerará exclusão. Tínhamos esse receio e pelo visto ele não era procedente”, afirmou em coletiva de imprensa.

Assim como nas edições passadas, a grande maioria dos candidatos (59%) já concluiu o ensino médio. Apenas 19,6% estão terminando, neste ano, o 3º ano (1,6 milhão de estudantes). Quase 60% dos estudantes estão isentos da taxa. A grande maioria deles se declarou carente (43,9%).

Presidente do Inep, Chico Soares afirmou que poderão ser feitas “checagens” sobre a carência declarada pelo candidato.

“Estamos vivendo um momento em que o Inep conhece muito sobre todos os alunos da educação básica. Por exemplo, nós sabemos em qual escola o aluno estudou. (…) A gente não esperaria um número muito grande de carência em alunos que estudaram em determinado tipo de escola”, afirmou.


Flávia Foreque – Folha de S. Paulo