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UTFPR – Pesquisa usa casca do pinhão na remoção do bisfenol A

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Esses resíduos podem ser adsorventes da substância bisfenol A (BPA) em soluções aquosas

O pesquisador do Campus Apucarana, Murilo Pereira Moisés, faz parte de um grupo de pesquisadores que identificou resíduos que podem ser adsorventes da substância bisfenol A (BPA) em soluções aquosas. Entre os resíduos, está a casca de pinhão, cujos resultados estão publicados no artigo internacional “Enhanced removal of bisphenol A using pine-fruitshell-derived hydrochars: adsorption mechanismsand reusability”, publicado na revista científica Journal of Hazardous Materials (Jornal de Materiais Insalubres).

O bisfenol A é muito utilizado para fazer plásticos de recipientes que armazenamos comida, garrafas de plástico ou latas de conserva. Além disso, pode estar presente em alguns brinquedos de plástico ou produtos de cosmética. O principal problema está quando esses recipientes ou produtos são expostos a temperaturas elevadas e o BPA pode ser liberado. Além de ser poluente, o BPA também é um disruptor endócrino, podendo levar ao surgimento do câncer.

O grupo de pesquisadores desenvolveu então hidrocarvões a partir das cascas do pinhão encontradas em resíduos agroindustriais.

“Devido à agressividade do BPA ao ser humano, diversos sistemas de embalagens trazem em seus rótulos os dizeres BPA free, livre de BPA. O material desenvolvido por nós tem a capacidade de remover o BPA que se encontra dissolvido no meio, ou seja, em solução. É um material extremamente útil, podendo ser empregado em sistemas de purificação da água, inclusive para consumo, além da possibilidade de ser reutilizado”, destaca o professor da UEM, Andrelson Wellington Rinaldi, líder do grupo de pesquisa. “Buscamos, de forma incessante, soluções sustentáveis e ambientalmente corretas para sanar problemas oriundos das ações humanas”.

Além de Murilo e Rinaldi, também são autores do artigo os pesquisadores Hugo Henrique Carline de Lima (UEM), Maria Eugênia Grego Llop (UEM), Rogério dos Santos Maniezzo (UEM); Vanderly Janeiro (UEM), Pedro Augusto Arroyo (UEM) e Marcos Rogério Guilherme (Faculdade de Engenharia e Inovação Técnico Profissional –Feitep).

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