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Reitores assinam convênio para dar continuidade à implementação de Laboratórios de Ensino Flutuantes

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Durante a reunião do Conselho Pleno da Andifes, realizada na quinta-feira (9), em Brasília, os reitores Danilo Giroldo (UFRG), Alfredo Macedo Gomes (UFPE) e Antônio Cláudio Lucas da Nóbrega (UFF) assinaram convênio relativo à construção dos Laboratórios de Ensino Flutuantes para atender às demandas das Universidades Federais que ofertam cursos nas áreas de Ciências do Mar. O reitor Natalino Salgado (UFMA) participou da assinatura do termo de forma remota.

O projeto de construção dos Laboratórios de Ensino Flutuantes teve origem na constatação de que a principal lacuna para suprir a carência de recursos humanos na área de Ciências do Mar era a falta dos meios necessários para o desenvolvimento de atividades embarcadas, o que comprometia a capacidade dos egressos das diferentes modalidades deste domínio (Engenharia de Pesca, Biologia Marinha e Oceanografia) para atender às demandas do mercado de trabalho. Sem o manuseio prático da ampla gama de equipamentos indispensáveis à coleta, armazenamento e processamento de amostras bióticas e abióticas do ambiente marinho, as instituições de ensino superior estavam formando profissionais impossibilitados de exercer plenamente as suas competências e de contribuir para a pesquisa, a conservação e a exploração ordenada dos recursos costeiros e marinhos de que o Brasil dispõe.

O reitor Danilo destacou que a iniciativa foi criada a partir da necessidade de meios que ampliassem a capacitação de graduandos de cursos das Ciências do Mar. “São vários cursos que demandam a experiência embarcada. A partir da demanda dos próprios pesquisadores que coordenam a rede de cursos das Ciências do Mar, a PPG-Mar, promovemos estudos e identificamos o tipo de embarcação que poderia ser padronizada e distribuída de forma a cobrir toda a Costa Brasileira, numa ação conjunte entre universidades”, detalhou.

Para o reitor Antônio Cláudio, os laboratórios são um legado do trabalho associativo para a rede federal de universidades. “As quatro unidades de Ciências do Mar representam muito bem a integração entre ensino, pesquisa e extensão e fortalecem o papel associativo da Andifes na construção desta iniciativa que se reflete no papel associativo das instituições regionais que utilizarão essas embarcações. Então, nos mostra, mais uma vez, que o trabalho articulado produz efeitos orgânicos estruturais de benefício para a missão das universidades”, celebrou.

Sensível à demanda, o Ministério da Educação liberou, em 2013, recursos financeiros para a construção de quatro Laboratórios de Ensino Flutuantes – LEF, ficando a Universidade Federal do Rio Grande – FURG encarregada de executar o processo, em razão da sua experiência na área. Denominados de Ciências do Mar – CM, os LEF foram construídos na Industria Naval do Ceará – INACE. Dotados dos mais modernos equipamentos necessários as atividades embarcadas, os LEF foram entregues em julho de 2017 (CM I), junho de 2018 (CM II), janeiro de 2020 (CM III) e novembro de 2020 (CM IV), respectivamente para as Universidades Federais de Rio Grande – FURG, do Maranhão -UFMA, Fluminense – UFF e de Pernambuco – UFPE. As quatro instituições são responsáveis por promover os embarques nas respectivas áreas de abrangência (Sul, Norte, Sudeste e Nordeste), com previsão de capacitação 2.500 estudantes de graduação e de pós-graduação a cada ano.

O modelo de governança dos LEF prevê os Comitês Gestores Locais, responsáveis pela execução dos embarques, os Comitês Gestores Regionais, responsáveis pelo planejamento dos embarques em cada região, o Comitê Gestor Nacional, responsável pelo planejamento e padronização das atividades embarcadas e elaboração do relatório anual conjunto, e o Comitê Estratégico, composto pelos Reitores das quatro IFES e responsável pela interlocução com o MEC.

O surgimento da pandemia de COVID 19 inviabilizou a realização de atividades presenciais a partir de março de 2020, em especial dos LEF CM III e CM IV, que ainda não deram início aos embarques de estudantes. O CM I, primeiro LEF a operar plenamente, realizou 33 cruzeiros até o final de 2019, embarcando 377 estudantes de sete instituições da Região Sul. O CM II, que teve suas atividades iniciadas somente na metade de 2019, em face dos trâmites para seu licenciamento, realizou sete cruzeiros até o final do período, embarcando 109 estudantes de três instituições da Região Norte. A expectativa é de atuação plena dos quatro LEF a partir de março de 2022, com o retorno das atividades presenciais por parte das instituições de ensino superior, o que deverá envolver estudantes de 46 cursos de graduação e 30 de pós-graduação, pertencentes a 41 universidades de todo o país.

Com informações da Assessoria de Comunicação da FURG.

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