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Ufopa – Pesquisa evidencia altos índices de exposição da população do rio Tapajós ao mercúrio

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Novo estudo conduzido pela equipe do LEpiMol visa a descobrir formas de prevenção aos efeitos da exposição ao mercúrio. Foto: Johnnasson Soares.

Pesquisa desenvolvida pelo Laboratório de Epidemiologia Molecular (LEpiMol) da Ufopa que atesta os altos níveis de exposição da população do Tapajós ao mercúrio ganhou destaque recente após a divulgação de resultados em um artigo publicado na revista científica International Journal of Environmental Research and Public Health. Nessa pesquisa, a Ufopa contou com a colaboração da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da WWF-Brasil. A divulgação dos resultados chamou a atenção da mídia nacional, trazendo à luz o antigo problema da região.

Coordenados pela Profa. Dra. Heloísa Nascimento, os estudos sobre exposição ao mercúrio vêm sendo desenvolvidos na região desde 2015. Em 2016, na publicação da tese de doutorado da pesquisadora, os dados já demonstravam o grave problema. À época, a pesquisa apontava os altos índices de mercúrio no sangue dos moradores devido ao consumo frequente de carne de peixes contaminados pela substância.

Em 2020, a Fiocruz realizou um outro estudo que contou com a colaboração da pesquisadora da Ufopa. Essa pesquisa foi desenvolvida com populações indígenas do alto e médio Tapajós e revelou também a exposição crônica de indígenas da etnia Munduruku ao metilmercúrio.

Nos últimos anos, Heloísa e a equipe do LEpiMol ampliaram a área de abrangência da pesquisa e o número de indivíduos participantes. Para os resultados mais recentes, foram examinadas as amostras de sangue de 462 pessoas, moradoras de oito comunidades do rio Tapajós, uma do rio Amazonas e também habitantes da área urbana de Santarém. Desse total, mais de 75% estão com níveis de mercúrio acima do limite considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Equipe do Laboratório de Epidemiologia Molecular da Ufopa, coordenado pela Profa. Dra. Heloísa Nascimento. Foto: Renata Dantas.

Os resultados da análise mais recente corroboram os dados anteriores e confirmam que, do alto ao baixo Tapajós, as populações ribeirinha, indígena e também da zona urbana estão expostas à contaminação pelo metal pesado.

Dando continuidade às pesquisas, desta vez com foco na promoção em saúde, Heloísa coordena, desde 2021, um outro estudo, com financiamento da TNC (The Nature Conservancy) através do Programa Inovatec Sociobio, de fomento a projetos de inovação tecnológica. O objetivo é investigar de que forma é possível prevenir os efeitos da exposição ao mercúrio. O estudo está sendo desenvolvido em seis comunidades ribeirinhas: Parauá, Solimões, Arapemã, Saracura, Parauá e Suruacá, e prosseguirá até 2023.

Confira a matéria elaborada pela WWF-Brasil sobre a pesquisa do LEpiMol.

 

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