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UFES desenvolve cadeira e colchão com tecnologia assistiva que ajudam a prevenir doenças

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Um projeto desenvolvido em conjunto pelos laboratórios de Telecomunicações (LabTel), de Robótica e Tecnologia Assistiva (LRTA) e de Computação e Sistemas Neurais (Cisne), do Departamento de Engenharia Elétrica da Ufes, propõe o uso de sensores de fibra óptica em cadeira de rodas e colchão pneumático com o objetivo de monitorar a postura dos usuários, ajudando na prevenção de doenças. A cadeira adaptada permite comandos feitos pelo movimento do pescoço.

O projeto da cadeira está sendo desenvolvido pela mestranda Ximena González, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE/Ufes), sob coordenação conjunta dos professores Teodiano Bastos e Camilo Diaz. Já na pesquisa para o desenvolvimento do colchão, há a participação da aluna de mestrado do PPGEE Anny dos Santos, sob a coordenação do professor Evandro Salles.

González explica que a cadeira com sensores, que são produzidos com fibra polimérica e têm baixo custo, pode ajudar na prevenção de doenças causadas por má postura do usuário. “Na cadeira trabalhamos com monitoramento e controle. Temos uma matriz de sensores de força e pressão, que, ao serem pressionados, vão gerar dados em um aplicativo de computador, sendo possível, a partir dessas informações, analisar a postura da pessoa. Assim, podemos inferir se essa pessoa tem uma postura adequada ou se ficou muito tempo numa postura errada. Isso pode gerar um alerta e ajudar a prevenir doenças”, explica.

O controle da cadeira fica por conta de uma almofada de pescoço. “Uma linha de controle de sensores será replicada e instalada na almofada. A ideia é fazer o controle da cadeira de rodas com os movimentos do pescoço. A pressão nos sensores, que também serão instalados na almofada, pode movimentar a cadeira para frente, para trás, para os lados e também nas diagonais”, relata a aluna.

Os dispositivos já tiveram seus testes iniciados, a cadeira está pronta e o próximo passo será a coleta de informação após a utilização por usuários. A fase seguinte será o processamento dos dados para entender o que aconteceu com a postura do usuário por meio das variações apresentadas pelos sensores.

O professor Camilo Diaz afirma que, apesar de a cadeira e o colchão partirem do mesmo princípio – instrumentação com sensores de fibra óptica – os dispositivos terão funcionalidades diferentes. “No colchão, o nosso objetivo é monitorar e analisar úlceras de pressão em pacientes acamados. Com isso, tratando-se de um colchão pneumático (com bolsas de ar que podem ser infladas ou desinfladas por meio de uma bomba pneumática), será possível monitorar os locais que têm maior pressão no usuário e, a partir disso, controlar o fluxo de ar para deixar a parte pressionada mais macia”, explica.

Custo e aplicabilidade

Diaz destaca que o processo de produção dos sensores em fibra óptica polimérica tem baixo custo, sendo realizado no LabTel. “Em termos de sensores, o em fibra óptica polimérica é uma opção barata e não necessita de estrutura muito sofisticada para ser feito. O processo é artesanal e tem sido realizado no nosso laboratório, mas nada impede de replicá-lo em escalas industriais”, explica.

Ele ressalta, ainda, que os sensores feitos com esse material podem ser instalados em outros dispositivos. “Esse mesmo projeto pode ser transferido para um sofá, por exemplo, para fazer o monitoramento de batimentos cardíacos, postura e respiração do usuário que está sentado. Também podemos pensar na aplicabilidade em bancos de automóveis para aqueles motoristas que ficam muito tempo dirigindo, como os caminhoneiros”.

O projeto e os laboratórios têm financiamento do Fundo de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Texto e fotos: Vitor Guerra (bolsista de projeto de Comunicação)
Edição: Sueli de Freitas

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