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Diretoria-executiva da Andifes se reúne com coordenadores de Fóruns e Colégios de pró-reitores e assessores

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A diretoria-executiva da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) se reuniu nesta segunda-feira (20) com os presidentes dos colégios e fóruns assessores da entidade, em reunião em formato virtual. O objetivo foi ouvir cada um dos fóruns para saber quais as principais questões e emergências, e poder compartilhar as experiências entre todos, afirmou o presidente da Andifes, Ricardo Marcelo (UFPR).

“Reuniões como essa são fundamentais para que possamos circular a informação, são cruciais para nós [da diretoria executiva] e também para os próprios fóruns, colégios e seus coordenadores. É o estabelecimento de um canal, não só para comunicação, mas para resolução e encaminhamento do que precisamos. Fazer esse tipo de diálogo e troca é muito enriquecedor, para os dois lados. Agradeço a todos por terem aceitado o convite para conversar com a nova gestão. A produção dos fóruns e colégios da Andifes, e suas proposições, são importantes para subsidiar os debates do Conselho Pleno”, destacou o presidente da Andifes no início da reunião.

Para o Coordenador do Colégio de Pró-reitores de Extensão das Instituições de Ensino Superior (COEX), Hélder Eterno da Silveira, a reunião representa uma “porta que se abre ainda mais ao debate”. Para o pró-reitor, uma das principais pautas em debate no COEX é o financiamento da extensão nas universidades federais.

“A extensão curricular é só uma das temáticas, há financiamento, contratação de servidores, a própria configuração das universidades, que muitas vezes não permitem maior abertura à sociedade. É um debate necessário, sobre as mudanças geradas com as diretrizes nacionais da extensão universitária”, relatou Hélder.

A coordenadora do Colégio de Pró-Reitores de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação das Instituições Federais de Ensino Superior (Copropi), Carol Leandro, relatou que o Colégio trabalha este ano em três principais frentes, que envolvem inserir na pós-graduação a inovação e a sustentabilidade, a criação de um multicentro de pós-graduações internacionais, e de ações estratégicas para pesquisas.

“Estamos também preparando um relatório sobre ações afirmativas na pós-graduação, criamos um GT [grupo de trabalho] que está fazendo esse levantamento, e criamos uma comissão que está trabalhando sobre o ensino híbrido, que é um tema muito polêmico na pós-graduação”, afirmou a coordenadora do Copropi.

Já a coordenadora do Colégio de Gestores de Tecnologia da Informação e Comunicação (CGTIC), Teresa Maciel, ressaltou o trabalho do Colégio juntou ao Ministério da Educação (MEC) para viabilizar a transformação digital das instituições. “Trabalhamos em várias frentes na questão de segurança e nuvem. Cada vez mais as instituições estão dependentes da tecnologia, e precisamos garantir que os serviços críticos não parem, e para isso precisamos ter avanços em segurança, em trabalho em nuvem, em redundância. Nisso estamos trabalhando em parceria com o MEC e contamos com o apoio da Andifes”, frisou Teresa.

O coordenador do Conselho de Gestores de Relações Internacionais das IFES (CGRIFES), Waldenor Barros, relatou a falta de orçamento como obstáculo a uma maior internacionalização das universidades brasileiras. “Não temos nenhuma fonte de orçamento específica para internacionalização, e isso leva cada universidade a desenvolver seu modelo.

O sistema é muito desequilibrado, sentimos falta de nos mostrar [internacionalmente] como rede e sistema, exatamente por essas diferenças de base. Como entidades federais, temos um peso no que fazemos, mas não conseguimos nos mostrar lá fora. Estamos propondo a formalização de um programa de mobilidade internacional da Andifes”, destacou Barros.

Para o coordenador do Fórum Nacional de Dirigentes de Hospitais Veterinários das Instituições Federais de Ensino Superior (FORDHOV), Flávo Jojima, a principal questão é a falta de reposição da inflação, desde 2019, nos valores para a manutenção dos hospitais veterinários universitários. “Todos os insumos subiram, e a gente ficou com o valor estagnado para manter o atendimento, mas principalmente aulas de graduação e pós-graduação nos hospitais veterinários, sentimos dificuldade de reposição dos materiais”, disse Jojima.

Para Maria Rita de Assis, coordenadora nacional do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), as duas principais questões em debate no Fórum são os recursos “sempre aquém da necessidade” para o desenvolvimento das ações de assistência aos estudantes das universidades, e a transformação em lei do Decreto 7.234 de 2010, que trata do Programa Nacional de Assistência Estudantil. “Temos uma preocupação contínua com uma política enorme, que é a política de assistência estudantil, amparada apenas por um decreto. Há um conjunto de projetos de lei [tratando do tema] e temos uma comissão faz o acompanhamento desses projetos”, relatou Maria Rita.

Fortalecer a Comunicação integrada e a divulgação das ações das instituições federais de ensino superior estão dentre as principais pautas do Colégio de Gestores de Comunicação das Universidades Federais (COGECOM), afirmou a coordenadora Rose Pinheiro. “Para ampliarmos essa divulgação precisamos ampliar o quadro de pessoal e as contratações. Tivemos muitos cargos extintos e concursos suspensos na nossa área, aí vamos para a questão da terceirização, que muitas das nossas universidades estão enfrentando dificuldades de como manter esses profissionais com os cortes de recursos. O último decreto que tivemos foi de 2019 com mais de 27 mil de cargos extintos”, afirmou a coordenadora do COGECOM.

A dificuldades de fechar as contas deste ano e começar o ano seguinte em relação ao orçamento são as principais preocupações debatidas no Fórum dos Pró-Reitores de Planejamento e Administração das Instituições Federais de Ensino Superior (FORPLAD), afirmou o 1º vice-coordenador, Robson Geraldine.

“No Orçamento de 2022, temos hoje muitas instituições em situação crítica. O orçamento discricionário de 2023 já vem com uma programação prévia de redução, o que é muito preocupante, principalmente para as instituições que já estão em situação crítica. E há a possibilidade de não-aprovação do orçamento de 2023 até o final desse ano. Se acontecer, vai deixar o início do ano que vem extremamente dificultoso para a maioria das instituições”, alertou Geraldine.

O coordenador do Fórum Nacional dos Diretores de Contabilidade e Finanças das Universidades Federais (FONDCF), Daniel Bessa, destacou a profusão de relatos nas universidades de dificuldades para pagar a mão de obra e para fechar as contas nesse ano, devido aos cortes orçamentários realizados em meados de 2022 nos recursos das universidades federais. “Muitos contratos estão sendo repactuados, as despesas retomaram o ritmo normal depois da volta da pandemia. Muitas universidades estão enfrentando problemas com arrecadação de recursos próprios, porque nos dois anos da pandemia as estimativas de receita caíram muito”, explicou Bessa.

Para Socorro Lima, Coordenadora Nacional do Colégio de Pró-reitores de Graduação das IFES (Cograd), o Colégio passa por um período de muita produção, trabalhando diversos temas relativos à graduação. “Estamos tratando de temas como curricularização da extensão, Lei de Cotas, formação de professores, e estamos retomando o trabalho sobre evasão e retenção. Faremos no dia 26 para tratar do tema, e ver as estratégias para a recuperação da educação superior nas universidades pós-pandemia. É um problema que existe na educação superior mundial, e depois da pandemia se agravou bastante”, afirmou Socorro.

O Fórum Nacional de Pró-Reitores de Gestão de Pessoas das Instituições Federais de Ensino Superior (Forgepe), destacou a coordenadora Mirian Dantas, trabalha em temas como reforma administrativa, desenvolvimento de redes para formação continuada, e o Programa de Gestão de Desempenho (PGD). “Estamos desenvolvendo um ambiente para repositório de documentos e produções do Fórum. Na gestão de pessoas há constantes mudanças de normas e entendimentos, e precisamos de uma rede para compartilhar e fazer a troca com toda a rede”, salientou Mirian.

Após a reunião, o presidente da Andifes afirmou que “para a diretoria da Andifes é absolutamente importante termos esses encontros, sendo importante também o acompanhamento, por parte da Andifes, de toda interlocução dos fóruns e colégios com o MEC e demais órgãos do governo. Vamos realizar mais reuniões como essa, inclusive para vocês saberem o que está acontecendo em outros fóruns e colégios, e para termos um relevante panorama das prioridades”, concluiu Ricardo Marcelo.

Participaram também da reunião os reitores e vice-presidentes da Andifes, Dácio Roberto Matheus (UFABC), Alfredo Macedo Gomes (UFPE), Evandro Aparecido Soares da Silva (UFMT) e o secretário-executivo, Gustavo Balduino.

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