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UFFS – Pesquisadores constatam redução de toxicidade de agrotóxico no solo com uso de lodo da Estação de Tratamento de Efluentes

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A pesquisa “Potencial do lodo de Estação de Tratamento de Esgoto na Redução da Toxicidade do Inseticida Imidacloprido para a fauna no solo”, desenvolvida e financiada pela UFFS, chegou a conclusões importantes. A principal delas é que a redução da toxicidade de agrotóxico no solo a partir do uso do lodo proveniente de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE).

Além disso, conforme o coordenador do projeto, professor dos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária e Agronomia, Paulo Roger L. Alves, o lodo, que é um resíduo gerado em abundância e de difícil descarte, poderá ter uma destinação adequada devido ao seu potencial de remediação de solos agrícolas contaminados com o agrotóxico.

Os resultados do estudo foram publicados em periódico internacional (Environmental Science and Pollution Research) e podem ser acessados na íntegra.

“O objetivo principal do estudo foi avaliar o efeito da aplicação de doses crescentes de lodo de ETE em solos agrícolas como forma de reduzir o potencial tóxico de um inseticida amplamente utilizado na agricultura para o tratamento químico de sementes (Imidacloprido) para colêmbolos da espécie Folsomia candida, que são bioindicadores de qualidade dos solos”, explica o professor.

Ou seja, resumidamente: a sobrevivência ou não e os impactos sobre a reprodução desse pequeno animal do solo podem indicar os impactos do uso dos agrotóxicos sobre a saúde dos solos. Por exemplo, os inseticidas aplicados no tratamento de sementes agrícolas causam toxicidade e redução das populações de colêmbolos, o que representa uma perda de saúde do solo. Então, o grupo utilizou doses crescentes do lodo confirmar se, de fato, o resíduo da ETE poderia ser utilizado como ferramenta para reduzir potencial tóxico do inseticida Imidacloprido em solos agrícolas.

A pesquisa teve várias fases, passando pela avaliação preliminar da toxicidade individual do lodo e do agrotóxico em solos e, a seguir, o grupo realizou experimentos com várias doses de lodo e doses crescentes de agrotóxicos. Os experimentos foram realizados em duas das principais classes de solos do Brasil – Latossolo (argiloso) e Neossolo (arenoso).

O professor adverte que não é possível usar indiscriminadamente qualquer lodo em qualquer solo. É necessária a análise prévia do material e que ele esteja dentro de determinados padrões. Também há culturas específicas as quais é possível utilizar o lodo, e outras, como hortaliças, não. Portanto, segundo ele, é fundamental que os produtores busquem orientações técnicas.

Participaram da pesquisa, além do professor Alves, o professor Jorge Luís Mattias (Agronomia e Engenharia Ambiental e Sanitária da UFFS) e da professora sênior da ESALQ/USP, Elke Cardoso; os egressos do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da UFFS, Mikael Renan Lodi, Thalia Smaniotto Graciani, Sabrina Oroski e Felipe Ogliari Bandeira (atualmente doutorando na UFSC, cm a coorientação do professor Alves).

A NSC TV fez uma matéria sobre a pesquisa. Assista!

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