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CGRIFES se reúne em Brasília para debater internacionalização das universidades federais

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Após dois anos de reuniões remotas, o Colégio de Gestores de Relações Internacionais das IFES (CGRIFES), órgão de assessoramento da Andifes, se reuniu presencialmente na sede da entidade em Brasília, de 21 a 23 de novembro. Na pauta, discussões sobre o programa Idiomas sem Fronteiras (IsF), políticas de internacionalização das universidades federais brasileiras, e ampliação da percepção da internacionalização como uma questão transversal, envolvendo todas as áreas nas universidades.

“Este encontro foi muito importante, na necessidade que temos de pensar e agir a partir desse novo ciclo das nossas universidades, em que a internacionalização deve emergir como um dos pilares mais estratégicos para nossas instituições”, avaliou o presidente da Andifes, reitor Ricardo Marcelo Fonseca (UFPR).

A reunião ocorre no momento em o programa Idiomas sem Fronteiras completa dez anos. Desde 2019, as ações do IsF estão sendo gerenciadas pela Andifes, sendo hoje chamada de Rede Andifes IsF. A Rede está vinculada ao CGRIFES e, para marcar a data, o CGRIFES realizou um encontro, na parte da manhã, com parceiros internacionais da Rede: a Embaixada da Espanha, a Embaixada da Valônia-Bruxelas, a Empresa Mastertest, a Embaixada da Itália, a Fundação Japão, a SIPLE e o Ministério das Relações Exteriores que apoiam os 7 idiomas (alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, japonês e português para estrangeiros). Foram discutidas as ações realizadas e as possibilidades para 2023.

Na parte da tarde, uma mesa redonda para celebração e compartilhamento das ações dos IsF com a participação do atual e do ex-secretário da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação, Wagner Vilas Boas e Paulo Speller, respectivamente, além do ex-ministro da Educação, e ministro na época do lançamento do programa, José Henrique Paim. No evento foram lançados três livros sobre a experiência do ensino de línguas nas universidades federais brasileiras.

Segundo o coordenador do CGRIFES, Waldenor Barros Moraes, além de avaliações sobre os dez anos do programa Idiomas sem Fronteiras, foram três os principais pontos discutidos nos três dias da reunião. O primeiro é a criação de uma revista para publicação de reflexões sobre internacionalização, possivelmente abrigada no site da Andifes. “Ao propor uma revista eletrônica, o CGRIFES deseja compartilhar suas reflexões não só com as universidades brasileiras, mas com as de fora do país. Então essa revista já nasce com esse caráter internacional”, explicou Barros.

O segundo ponto foi o levantamento de dados para que as universidades tenham parâmetros de gestão. “Elaboramos um conjunto de indicadores de internacionalização, e pretendemos apresentá-los às universidades como parâmetros de gestão. O objetivo não é ranquear a nós mesmos, mas sim dar um caminho para que as universidades consigam trabalhar planejamento em rede, para todo o sistema”, disse Barros.

O terceiro destaque foi a discussão de políticas de internacionalização das universidades federais. “Vamos apresentar uma proposta para os agentes de Estado, para que considerem uma política de internacionalização que contemple orçamento específico, contratação de pessoal, programas de mobilidade, tradutores e uma plataforma para que possamos ofertar cursos para turmas de outros países. Acreditamos que o momento é muito propício, e as universidades brasileiras, ao contrário das universidades de outros países, oferecem cursos internacionais de modo gratuito”, afirma o coordenador do CGRIFES.

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