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Mulheres são maioria nos hospitais universitários

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Colaboradoras do sexo feminino representam 70% da força de trabalho nos hospitais da Rede Ebserh/MEC. Em depoimentos, elas mostram a dedicação e o amor pelo que fazem

Agrinalva Santos, vigilante do Hospital das Clínicas da UFG (HC-UFG/Ebserh), em Goiânia (GO)

Um levantamento recente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC) que administra 41 hospitais universitários federais, mostra a predominância feminina no setor. Em um universo de 60 mil colaboradores empregados e servidores das universidades federais que atuam nos hospitais, sete entre dez profissionais da Rede são mulheres.

Elas constroem uma rica trajetória em cada um dos hospitais que atuam nos mais diferentes pontos do Brasil. E são capazes de transformar a vida das instituições e dos pacientes, acompanhantes, colaboradores, estudantes, docentes, residentes, preceptores e, principalmente, delas mesmas.

Com o propósito de “Educar para Transformar o Cuidar”, os hospitais vinculados à Rede Ebserh oferecem assistência aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que são campo de formação

Luciana Morais, assistente administrativa do Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFT/Ebserh), em Araguaína (TO)

profissional. Nesse contexto, não importa a categoria profissional, a idade, a raça, o tempo na instituição ou a região em que atuam, as mulheres têm deixado sua marca das mais diferentes formas.

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, elas deixaram alguns depoimentos:

“Meu trabalho não é só ser vigilante, nós ajudamos como podemos, trabalhamos em equipe. Um dia uma criança veio para a consulta na data errada. Enquanto o pai ficou com ela no oxigênio, a mãe foi remarcar, mas o oxigênio dela acabou. O que a gente fez? O porteiro correu atrás da mãe e eu atrás de um maqueiro para conseguir o oxigênio. Tivemos que ser muito rápidos. Eu não sou médica, mas consegui ajudar uma vida. Eu sei que fiz o bem e dei o meu melhor. Nada mais recompensador que um sorriso da família”, aponta.

Daniele Moura, terapeuta ocupacional da Unidade de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB-UFPA/Ebserh), no Pará (PA)

“Sou graduada em Letras e passei por uma experiência enriquecedora quando pratiquei espanhol durante a internação de uma venezuelana. O médico foi passando as informações e eu fui traduzindo. Percebia nos olhinhos dela que quando ele falava, [ela] ficava meio confusa. Foi muito bom saber que após minha ajuda, ela estava conseguindo entender e isso passou uma tranquilidade maior. Ajudar alguém a entender toda

a vivência dela na sua língua materna foi totalmente novo para mim. Foi muito significativo”, explica.

“O prontuário afetivo me mostrou que conhecendo um pouco da história de vida de cada pessoa, não só a patologia ou só o número de prontuário, faz com que possamos saber que aquelas pessoas têm desejos, têm sonhos. Um dia, por meio da aplicação dele [prontuário], pudemos perceber que a maioria das pessoas internadas

Feliciana Pinheiro, pediatra, professora, pesquisadora e idealizadora do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA/Ebserh), em São Luís (MA)

queriam comer pizza. Então, preparamos uma tarde de pizza [com acompanhamento nutricional] e música. Foi

muito gratificante ver o relato desses pacientes, algo que parecia impossível, conseguimos tornar possível” descreve.

“Hoje, além das ações assistenciais, [o hospital] é cenário de prática para alunos da graduação e pós-graduação, além de desenvolver pesquisas sobre o aleitamento materno no âmbito da saúde pública. Ao longo deste percurso, encontramos vários desafios e dificuldades, mas também momentos de superação e vitórias, que fizeram valer a

pena todo o esforço. Me sinto honrada em fazer parte dessa história”, agradece.

Thábila Proença, administradora do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM/Ebserh), em Cuiabá (MT)

“Nosso trabalho administrativo também muda a trajetória de uma vida. Na maioria das vezes, não conhecemos a história da pessoa que fará uso de cada material ou medicamento adquirido, mas ele faz parte de todo o processo assistencial”, relata. Esse aprendizado aconteceu durante uma experiência na qual o HUJM-UFMT teve que adquirir um produto para uma paciente de 5 anos, portadora de Mucopolissacaridose tipo 1. “Não conhecemos a criança, mas tenho certeza de que todos os envolvidos foram instrumentos para abençoá-la”, completa.

 

 

 

 

Matéria originalmente publicada em MEC 

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