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Pessoas com Parkinson apresentam melhora física em programa da UFPA Castanhal

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Adultos e idosos diagnosticados com Mal de Parkinson tem apresentado grande evolução nas condições motoras a partir das atividades desenvolvidas por meio do programa Parkison Pai D’Egua, na Universidade Federal do Pará (UFPA) Campus Castanhal.

Dona Maria Ivonete Lopes, de 54 anos e o esposo José Ricardo Lopes, de 56 anos fazem parte do Programa. O casal passou a ter mais qualidade de vida desde que ingressou no projeto que faz parte da faculdade de educação física.

Casal Maria Ivonete Lopes e José Ricardo Lopes (Patrícia Baía / Especial para O Liberal)

“Vim trazer meu esposo que tem o Parkinson e fui aconselhada a participar também, porque com a idade vão aparecendo os problemas de saúde e é melhor fazer atividade física para prevenir. Depois que entramos no projeto nossa vida mudou muito. Antes a gente só vivia dentro de casa e meu marido tinha ansiedade e agora não sabemos mais viver sem vir para cá. Somos todos uma família”, contou dona Maria Ivonete.

Seu José Augusto Ferreira, de 63 anos, é costureiro aposentado e foi diagnosticado há dez anos com a doença. Ele conta que já estava perdendo os movimentos das pernas e quase não conseguia mais andar quando conheceu o Programa Parkinson Pai D´Égua.

“Mudou tudo na minha vida. Eu só ficava em casa e quase não andava mais, só um pouco de bicicleta e eu era muito triste. Agora eu já consigo andar e até dar uma corridinha. Esse projeto tem só benefícios para todos nós”, falou todo orgulhoso o seu José Augusto.

Parkison Pai D’Égua transforma vidas (Patrícia Baía / O Liberal)

O Programa Parkinson Pai D´Égua completou um ano em março e atende cerca de 35 idosos de Castanhal e município vizinhos. O programa é coordenado pela professora doutora Elren Passos, que pesquisa sobre a doença há 14 anos, e reúne 35 mestrandos do Grupo de Pesquisa Pendulum, formado por profissionais de educação física e fisioterapeutas.

O projeto começou a ser desenvolvido quando Elren Passos fazia pesquisas do mestrado e doutorado que realizou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

“O benefícios na pesquisa foram tão grandes que os próprios participantes fizeram uma carta a reitoria solicitando que o projeto fosse permanente na universidade. E foram nove edições e quando eu finalizei meu doutorado em 2019 e vim pra Castanhal continuei a minha linha de pesquisa estudando o Parkinson”, disse a coordenadora.

O Programa realiza avaliações clínicas e funcionais, oferece exercícios físicos, como dança e caminhada nórdica, para a melhoria de sintomas motores, não motores, e de qualidade de vida para as pessoas diagnosticadas com a doença de Parkinson. As atividades acontecem as terças e quintas, durante a manhã por 60 minutos.

“O nosso principal objetivo é por meio do exercício físico melhorar a vida deles. A gente faz uma avaliação para saber qual é quantidade correta de exercício para cada paciente e que vai melhorar o lado motor, funcional, a depressão, ansiedade e sono. Então são vários parâmetros que nós avaliamos”, explicou Elren Passos.

Mudanças impactantes

A coordenadora do Parkinson Pai D´Égua fala que o programa tem causado um impacto social significativo na vidas dos participantes. Alguns idosos chegaram depressivos e com o pensamento de que a doença seria o fim.

“Muitos chegaram aqui com a ideia de que se eu tenho Parkinson a minha vida acabou e quando eles conhecem outras pessoas na mesma condição acabam se ajudado e um dando força para o outro e eles se tornaram uma família. Antes quem não saia da cama hoje já corre e consegue fazer as coisas de casa, tem quem venha sozinho pra cá de bicicleta ou de ônibus e isso é um impacto social muito grande. De forma geral eles tem apresentado melhoras nos parâmetros motores da doença, depressão e humor. Isso tudo é qualidade de vida”, destacou Elren Passos.

Sobre a doença

É uma enfermidade que atinge a cerca de 4 milhões de pessoas no mundo (1% da população mundial a partir dos 65 anos de idade, segundo a Organização Mundial de Saúde- OMS ). Essa é, segundo o Ministério da Saúde (MS), a segunda patologia degenerativa, crônica e progressiva do sistema nervoso central mais frequente no mundo, atrás apenas da Doença de Alzheimer. No Brasil, a estimativa é de que 200 mil pessoas vivam com a enfermidade, como aponta o MS.

O Parkinson se caracteriza como um distúrbio neurológico que afeta o sistema nervoso central, comprometendo os movimentos de maneira progressiva. Seus primeiros sintomas são tremores, lentidão dos movimentos, rigidez muscular, perda de coordenação motora e dificuldades na fala. Isso acontece pela degeneração de células localizadas em uma área do cérebro responsável pela produção de dopamina, que, entre outras coisas, tem a função de controlar os movimentos. A doença não tem cura, mas o tratamento adequado com medicamentos e exercícios, pode desacelerar o avanço dos sintomas e até regredi-los.

Serviço

Para participar do Projeto Parkinson Pai d’Égua, os interessados precisam apresentar laudo médico de um neurologista atestando que é acometido pela doença.

É possível fazer a inscrição por telefone 98172-7263 e 99364-4424 (ligação ou WhatsApp). E também na sala de lutas da Faculdade de Educação Física da UFPA Campus Castanhal, no horário de 8h às 11h.

Além de pessoas com Parkinson, idosos sem a doença também são convidados a participar do projeto para que se desenvolva a integração e inclusão social.

Texto originalmente publicado em O Liberal

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